Por Kleber Karpov
Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) alcançou, entre janeiro e setembro, cerca de 3 mil pessoas com o programa Letramento Racial. Por meio de mais de 50 ações educativas, a iniciativa foi levada a órgãos públicos, escolas, empresas e grandes eventos, com o objetivo de promover a reflexão crítica sobre o racismo estrutural e suas manifestações na sociedade.
Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a proposta é gerar uma mudança efetiva em práticas cotidianas. “O Letramento Racial tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais igualitária. Ele nos ajuda a enxergar e combater o racismo estrutural presente em diferentes ambientes, garantindo mais respeito, inclusão e justiça para todos”, afirmou.
Somente em setembro, o programa realizou 12 ações que impactaram diretamente cerca de mil pessoas. Nesta semana, a capacitação chegou a trabalhadores terceirizados dos prédios do Ministério das Cidades e do Centro Empresarial CNC, na Asa Norte, envolvendo profissionais de portaria, segurança, brigadistas e equipes de conservação e atendimento.

Para o vigilante Gilvan Rocha, que atua há sete anos no condomínio do CNC, a experiência foi transformadora. “Essa capacitação é muito importante porque mostra como o racismo pode estar presente em atitudes simples do dia a dia. A gente aprende a identificar essas situações e, principalmente, a tratar o público com mais respeito, valorizando todas as raças.”
Combate ao preconceito
O programa é desenvolvido pela Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (SUBDHIR) e busca capacitar diferentes públicos para identificar práticas discriminatórias e desconstruir preconceitos. A iniciativa foi solicitada pela Iris Soluções Imobiliárias, administradora dos prédios, que viu na parceria um compromisso com a responsabilidade social.

“É essencial conscientizar e capacitar os profissionais que lidam com o público diariamente. O racismo é um problema que precisa ser combatido com boas práticas, e o letramento racial é uma delas”, comentou o diretor da empresa, Franco Moraes.
O subsecretário Juvenal Araújo ressalta que a diversidade de públicos atingidos demonstra a relevância do projeto. “Cada ação de letramento é uma oportunidade de desconstruir preconceitos e formar cidadãos mais conscientes do seu papel na luta contra a discriminação racial.”
O pedagogo Eric Marques, servidor da Sejus que conduz as atividades, destacou o caráter formativo da proposta: “Trabalhamos para que cada participante saia não apenas informado, mas também sensibilizado a agir de forma diferente, levando esse aprendizado para o convívio social e para o ambiente de trabalho.”
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;













