Saúde destaca protocolo de rastreamento de cânceres gastrointestinais

No DF, o câncer colorretal é o terceiro mais comum, atingindo cerca de 710 novos casos por ano

Por Ingrid Soares

Dor abdominal, perda de peso, fezes com sangue, anemia de causa desconhecida, distensão e refluxo. Esses são alguns dos sinais de alerta para buscar um rápido auxílio médico. No Distrito Federal, a incidência do câncer colorretal é o terceiro mais comum, atingindo cerca de 710 novos casos por ano. Levando em conta a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), esse número pode chegar a 1.000 casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No entanto, o cenário pode ser evitado com medidas simples.

“Apenas 5% a 10% dos casos são genéticos. O restante está associado a fatores ambientais como a falta de exercícios físicos, má alimentação, consumo exagerado de ultraprocessados, ganho de peso, tabagismo e consumo de álcool. Cerca de 40% dos casos seriam evitáveis apenas por medidas de prevenção de saúde e mudança de hábitos”, destaca o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF, Gustavo Ribas.

O médico da SES-DF, Gustavo Ribas, destacou o protocolo de rastreamento do câncer colorretal instituído pela SES-DF. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

O médico ministrou palestra nesta sexta-feira (9) destacando o protocolo de rastreamento do câncer colorretal da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O procedimento instituído pela SES-DF realiza os exames necessários para o diagnóstico precoce e o início do tratamento. “Fazemos a testagem do sangue oculto e da colonoscopia para prevenção do câncer colorretal. É preciso estar atento aos sintomas. Se o paciente entrar nos critérios de risco de classificação, ele já é encaminhado para realizar os exames”, explica.

A Referência Técnica Distrital (RTD) de oncologia da SES-DF, Carla de Morais, relatou que a ação é importante para conscientizar e reforçar os critérios de rastreamento e os sintomas que eventualmente podem aparecer no início da doença. “Com a estratégia de rastreamento, o paciente tem diagnóstico de doença inicial. Quanto mais precoce, maior a chance de cura. Também é sempre importante relembrar os exames de rastreamento, mesmo quando não há sintomas e sinais”, acrescenta.

A porta de entrada do paciente para realizar os procedimentos é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Já no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital de Base (HBDF), são oferecidos o exame de imuno-histoquímica, que determina diversas características dos tumores, como a origem e seus tipos e subtipos, auxiliando em condutas terapêuticas específicas.

Os exames de colonoscopia podem ser realizados nos hospitais Regionais de Sobradinho (HRS), de Ceilândia (HRC), de Taguatinga (HRT), do Gama (HRG) e no Hospital de Base (HBDF).

Ciclo de palestras

Realizadas na sede da SES-DF, os ciclos de palestras sobre linhas de cuidado dos diferentes cânceres seguem até dezembro. Criada pela Asccan da SES-DF, a iniciativa tem como objetivo levar conhecimento para profissionais de diversas unidades da pasta. O primeiro evento de 2025 ocorreu no último dia 06 e abordou o câncer de colo de útero.

 

Destaques

Urnas eletrônicas: Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Por Kleber Karpov O secretário de Tecnologia da Informação do...

Atitude irresponsável, diz Lula sobre Trump, após revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Praça do Relógio, em Taguatinga, recebe unidade móvel de doação de sangue nesta quinta (6)

Por Kleber Karpov Uma unidade móvel para coleta de sangue...

Campanha Multivacinação 2026: confira as principais dúvidas sobre a imunização no DF

Por Kleber Karpov A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026...

Celina Leão descola de Arruda e mantem lideranção na corrida GDF

Por Kleber Karpov A dois meses das eleições, uma nova...