MP investiga existência de servidores fantasmas na Câmara Legislativa

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Funcionários comissionados e efetivos estariam recebendo salários sem trabalhar

Por Helena Mader
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga a existência de servidores fantasmas na Câmara Legislativa. A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social deu prazo de 10 dias para que a presidente da Casa, deputada Celina Leão (PDT), se manifeste a respeito da denúncia de que funcionários comissionados e efetivos receberiam salário sem trabalhar. As informações foram repassadas anonimamente à promotoria, que abriu procedimento para apurar o caso.

Os funcionários fantasmas estariam lotados em setores como os de informática, editoração, gráfica, cerimonial, biblioteca, arquivo, consultoria legislativa e até mesmo no gabinete da Mesa Diretora. “Vários servidores efetivos e comissionados são fantasmas, aparecem somente para assinar o ponto, sendo que, em alguns casos, a folha é levada para o indivíduo assinar em outro local”, diz um trecho da denúncia. “Os chefes abonam o ponto dos servidores por mera conveniência e leniência. Seria interessante recomendar à Câmara a criação de um canal de denúncias anônimas de servidores fantasmas para intimidar essa prática”, acrescenta o texto entregue ao Ministério Público. Outra sugestão foi para que a Câmara adote o ponto eletrônico com uso de digitais.

A promotora de Defesa do Patrimônio Público e Social Juliana Santilli enviou ofício à Presidência da Câmara pedindo um posicionamento sobre as denúncias. A deputada Celina Leão já recebeu a solicitação e adianta que pediu informações aos chefes de todos os setores da Casa. “Cabe a eles controlarem o ponto dos servidores, por isso, pedimos aos chefes dessas áreas as informações para tentar verificar se existem ou não funcionários fantasmas. Não vamos tolerar essas práticas”, garantiu. Celina conta que, quando assumiu a chefia da Casa, recebeu reclamações a respeito de funcionários da Mesa Diretora que tinham grande flexibilidade de horário. “Cobramos com veemência a presença dessas pessoas”, afirma.

Fonte: Correio Braziliense