Saúde reforça a importância do controle das infecções hospitalares no Distrito Federal

Higienização correta das mãos ainda é principal meio de prevenção; Secretaria adota monitoramento contínuo em unidades

Por Kleber Karpov

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforçou, nesta sexta-feira (15/Mai), a importância das medidas de prevenção contra as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras) em toda a rede. A ação, que marca o Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares, visa proteger pacientes, profissionais e acompanhantes por meio de protocolos de segurança e monitoramento contínuo, destacando a higienização das mãos como a principal ferramenta para evitar complicações, internações prolongadas e mortes.

O controle das Iras no Distrito Federal é realizado por meio das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs) em cada unidade de saúde, com fiscalização da Vigilância Sanitária. As ações são coordenadas pela Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GRSS), que promove inspeções, investiga surtos e capacita equipes.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Márcia Olivé, o trabalho vai além da fiscalização. “Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes”, afirma.

O esforço contínuo tem gerado resultados expressivos. Entre 2014 e 2025, a SES-DF registrou uma queda significativa nos três principais tipos de infecção em UTIs de adultos: pneumonia associada à ventilação mecânica (-57%), infecções primárias da corrente sanguínea (-63%) e infecções do trato urinário (-75%). A redução desses índices aumenta a segurança e diminui custos na rede pública.

Em 2025, a Gerência de Risco em Serviços de Saúde analisou 4.021 notificações de infecções, respondeu a 26 surtos e realizou 75 fiscalizações de alta complexidade. No mesmo ano, promoveu 36 encontros técnicos que capacitaram quase mil profissionais. Já em 2026, foram executadas 50 ações de fiscalização e monitorados seis surtos notificados.

As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde podem ser adquiridas em diferentes ambientes de atendimento, como hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e demais serviços de saúde. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

Os riscos da falta de controle

As Iras, termo técnico que substitui a denominação popular “infecções hospitalares”, podem ser adquiridas em diversos ambientes de atendimento, incluindo hospitais, clínicas e unidades de pronto atendimento. A falta de controle eleva os perigos para todos os envolvidos no ecossistema de saúde.

O infectologista Felipe Freitas, do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), alerta para as consequências da negligência. “A ausência de um controle eficiente das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras) aumenta o risco de surtos, transmissão de doenças e proliferação de bactérias resistentes. Já a adoção de medidas preventivas reduz novas infecções e torna a assistência mais segura para pacientes e profissionais”, explica.

A gerente de Risco em Serviços de Saúde, Juliana Ruas, reforça que o controle adequado tem múltiplos benefícios. “O controle adequado reduz complicações, evita o uso excessivo de antibióticos e diminui casos de internações prolongadas e mortes evitáveis”, pontua.

Prevenção começa pelas mãos

A SES-DF enfatiza que a higienização correta das mãos permanece como uma das medidas mais simples e eficazes para interromper a cadeia de transmissão de microrganismos. “É uma ação simples, rápida e extremamente eficiente”, ressalta Juliana Ruas.

Outras práticas preventivas incluem o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), a limpeza e desinfecção de ambientes e a esterilização adequada de materiais. Visitantes e acompanhantes também são orientados a higienizar as mãos antes e depois do contato com pacientes, evitar tocar em superfícies e não realizar visitas caso apresentem sintomas gripais ou de outras doenças infecciosas.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Destaques

Investimento em eficácia diagnóstica oferece apoio essencial para o tratamento de doenças complexas e raras

Por Kleber Karpov O Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do...

Pacientes da Farmácia de Alto Custo já podem agendar atendimento on-line sem esperar renovação cadastral

Por Kleber Karpov Pacientes da Farmácia de Alto Custo do...

IGESDF abre processo para modernizar sistemas de atendimento nas unidades de saúde

Por Kleber Karpov O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde...

STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro

Por Kleber Karpov O Supremo Tribunal Federal (STF) apura supostas...

Estúdio da FAPDF transforma Innova Summit em vitrine da ciência e do empreendedorismo do DF

Por Kleber Karpov A Fundação de Apoio à Pesquisa do...