Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal emitiu (19/Jan) um alerta sobre os riscos de insolação decorrentes da exposição prolongada ao sol e às altas temperaturas neste início de estação. O quadro clínico configura uma emergência médica que ocorre quando o corpo perde a capacidade de regular a temperatura interna, o que demanda assistência imediata. Profissionais da rede pública orientam que o diagnóstico precoce dos sintomas e o resfriamento corporal adequado podem evitar o comprometimento de órgãos vitais.
A combinação de ondas de calor e ambientes com alta umidade eleva a probabilidade de incidentes. Condições individuais como obesidade, desidratação e baixo condicionamento físico também dificultam a dissipação do calor pelo organismo. Idosos, crianças pequenas e portadores de doenças crônicas representam as parcelas da população com maior vulnerabilidade a essas variações climáticas.
O uso de determinados medicamentos pode agravar a situação clínica do paciente. A coordenadora médica Leticia Oba explicou que esses fatores atuam de forma isolada ou combinada. Segundo a profissional, a manutenção da hidratação e o uso de roupas claras funcionam como barreiras primárias contra o superaquecimento sistêmico durante atividades ao ar livre.
Sintomas
Os sinais de sobrecarga térmica surgem de maneira progressiva no indivíduo. Pele quente, dor de cabeça intensa, náuseas e tontura indicam a necessidade de procurar uma Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Pronto Atendimento. Em casos graves que apresentam desmaios, convulsões ou dificuldade respiratória, o cidadão deve acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.
“Enquanto o socorro não chega, é essencial retirar a pessoa da fonte de calor e iniciar o resfriamento do corpo. Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço ajudam a reduzir a temperatura corporal. Se possível e a pessoa estiver consciente, mergulhe-a em uma banheira com água fria, não gelada, ou use um chuveiro”, disse Leticia Oba.
Prevenção e cuidados imediatos
A prevenção eficaz envolve hábitos diários como evitar a exposição solar direta entre 10h e 16h. A aplicação regular de filtro solar e a ingestão constante de líquidos auxiliam a manter o equilíbrio térmico. A equipe médica recomenda que o resfriamento do paciente ocorra de forma gradual para evitar choques térmicos e estabilizar as funções vitais até a chegada do socorro especializado.
Leticia Oba destacou que o uso de medicamentos antitérmicos não deve ocorrer em suspeitas de insolação. A ingestão de água só é permitida se o paciente se encontrar consciente e sem episódios de vômito. A rede pública de saúde mantém as unidades de pronto-socorro em alerta para o aumento sazonal de atendimentos relacionados ao calor.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











