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07 mar 2026 06:07

Saúde alerta contra mitos do sarampo e reforça vacinação como única proteção

Desinformação sobre autismo e curas caseiras persiste e coloca a saúde coletiva em risco

Por Kleber Karpov

Secretaria de Saúde do Distrito Federal alerta para os perigos da desinformação sobre o sarampo, reforçando que a vacinação é a única forma de proteção eficaz contra a doença, que voltou a circular no Brasil devido à queda na cobertura vacinal. O alerta combate mitos persistentes que circulam nas redes sociais, como a falsa associação da vacina ao autismo e a crença em tratamentos caseiros.

Garantia de proteção para toda a comunidade: Tereza Luiza Pereira reforça que a única forma de evitar o sarampo é manter a caderneta atualizada. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

A desinformação em saúde representa um dos maiores desafios para as autoridades sanitárias. Crenças sem base científica, como o uso de chás e banhos para curar o sarampo, colocam vidas em risco ao adiar a busca por tratamento adequado.

“Enquanto a pessoa perde tempo com soluções que não funcionam, continua circulando em ambientes como escolas, trabalhos e transportes públicos, transmitindo a doença para mais pessoas. O correto é procurar imediatamente uma unidade de saúde”, afirma Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da SES-DF.

Mito do autismo

Uma das narrativas falsas mais duradouras é a associação da vacina tríplice viral ao autismo. Essa ideia teve origem em um estudo fraudulento de 1998, conduzido pelo médico britânico Andrew Wakefield e publicado na revista The Lancet. O trabalho fez uso de dados manipulados e foi, posteriormente, desmentido e retirado da publicação. O autor perdeu sua licença médica.

Apesar da retratação e de inúmeras pesquisas comprovarem o contrário, o mito persiste. “É importante reforçar: vacinas não causam autismo. Diversos estudos científicos em larga escala comprovam de forma consistente a segurança dos imunizantes”, alerta Tereza Luiza Pereira.

Sarampo pode matar

Ao contrario da percepção de ser uma doença inofensiva, segundo indica a SES-DF, o sarampo é altamente contagioso, pode levar a complicações graves a exemplo de pneumonia e encefalite e causar até à morte. Os principais sintomas da doença incluem febre alta, manchas vermelhas na pele (exantema), coriza e conjuntivite.

“O sarampo não é uma doença inofensiva, um mito que muitas pessoas pensam. Ele pode levar à morte, especialmente em crianças menores de um ano, pessoas imunodeprimidas e gestantes. Além disso, pode deixar sequelas graves, como a surdez infantil”, explica a especialista.

Tereza Luiza lembrou ainda a eliminação da doença que, no Brasil ocorreu em 2016. Porém, com a queda nas taxas de vacinação, o sarampo acabou por retornar ao país. “Se a pessoa apresentar esses sintomas, deve colocar máscara e procurar imediatamente o serviço de saúde. Não existe chá, banho ou remédio caseiro que substitua a atenção médica”, reforça a gerente.

Fonte: SMBSC

Vacinação no DF

Em 2024, foram aplicadas 84,9 mil doses da vacina tríplice viral no Distrito Federal. Em 2025, até 6 de setembro, foram registradas 66,3 mil aplicações. A cobertura vacinal em crianças de 1 ano de idade, em 2024, alcançou 97,2% para a primeira dose e 88,3% para a segunda. Em 2025, os números parciais são de 92,7% para a primeira dose e 82,6% para a segunda.

A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde. “Manter a caderneta em dia é a forma mais segura de proteger a si mesmo e toda a comunidade. Não caia em fake news. Vacinar é um ato de cuidado, responsabilidade e amor à vida.”




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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