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07 mar 2026 11:38

Rodrigo Conde, pseudo-diretor do SindSaúde-DF foi preso em flagrante por dirigir alcoolizado

Acusado, que vive a entrar e sair de gabinetes nas cúpulas dos poderes do Distrito Federal deixou de comparecer em audiência de acordo penal e Justiça tornou réu foragido

Por Kleber Karpov

Rodrigo Conde de Oliveira, um pseudo-diretor do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal (SindSaúde-DF), foi preso em flagrante, pela Polícia Militar do DF (PMDF), sob a acusação de dirigir sob efeito de álcool. A prisão ocorreu na via pública, entre as quadras 402 e 202 Sul, no dia 20 de junho de 2025, por volta das 21h10, após interceptação da PMDF.

De acordo com informações da lavratura do Flagrante realizado pela Primeira Delegacia de Polícia, da Polícia Civil do DF (PCDF), a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de briga generalizada no “Bar da Boa”. Na ocasião, populares informaram que o envolvido havia saído em um Honda City prata. Os policiais interceptaram o veículo, que era conduzido por Oliveira, que apresentava “sinais inequívocos de embriaguez, como fala embolada, andar cambaleante e falta de entendimento dos comandos.”.

Na ocasião, segundo relatório da PMDF, após acionaram uma viatura do Departamento de Trânsito do DF (Detran), Conde se recusou a fazer teste do etilômetro, e acabou por ser conduzido ao Instituto Médico Legal (IML), onde o laudo de exame de corpo de delito atestou “embriaguez alcoólica”. Preso em flagrante delito, a PCDF estabeleceu uma fiança, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), valor pago por um terceiro e Oliveira foi posto em liberdade na madrugada do dia seguinte.

Na delegacia

Na delegacia, após ser preso, Oliveira negou “que não estava dirigindo, que teria sido abordado pelos policiais enquanto estava indo para seu carro.”, isso sob argumento que  “pegaria alguns pertences dentro dele e em seguida chamaria um UBER.”.

Foragido da Justiça

Na ocasião, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), que tinha como condições o perdimento da fiança ou a prestação de 60 horas de serviço comunitário. Porém, mesmo intimado por meio do aplicativo Whatsapp, o pseudo-diretor do SindSaúde-DF, deixou de comparecer à audiência virtual marcada para 11 de julho de 2025, o que frustrou o acordo.

Com a ausência injustificada, o MPDFT ofereceu denúncia formal de acusação contra Oliveira (16/Jul) e o juiz José Ronaldo Rossato do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) o tornou réu na Ação Penal nº 0732337-55.2025.8.07.0001.

A Justiça tentou citar (notificar) o réu para que ele apresentasse defesa. Foram feitas diligências em dois endereços: no Sol Nascente/Pôr do Sol e na Asa Sul (SQS 212). O Oficial de Justiça não conseguiu localizar o endereço no Sol Nascente e o porteiro do prédio na Asa Sul informou que Rodrigo havia se mudado. Mensagens de WhatsApp enviadas pelo oficial foram ignoradas.

Uma vez que o prazo para o réu apresentar defesa transcorreu, sem manifestação, o MPDFT requereu a suspensão do processo (5/Nov), caso previsto no artigo 366 do Código de Processo Penal, o que ocorre quando o réu não é encontrado para ser citado pessoalmente.

Foragido mas….

Embora seja especialista em se ‘ocultar’ da Justiça, Oliveira é frequentemente visto a circular em gabinetes da cúpula política do DF, seja do Executivo, Legislativo e em alguns órgãos de controles, conforme diversas reportagens publicadas no Política Distrital.

A legalidade, da condição de ‘diretor’ do SindSaúde-DF e sua atuação enquanto interlocutor da categoria da Saúde, segundo apuração com fontes de PDNews, é questionada e denunciada ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

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