Por Kleber Karpov
O projeto voluntário “Música como Remédio” retornou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) nesta sexta-feira (26/Set), com o objetivo de proporcionar alívio e alegria a pacientes e servidores por meio de apresentações musicais. A iniciativa, que esteve ativa durante a pandemia e agora conta com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), busca humanizar o ambiente hospitalar, utilizando a música como ferramenta terapêutica para amenizar o sofrimento de internações.
Marcelo Felipe dos Santos, 43, internado desde 10 de setembro após sofrer um choque elétrico de alta tensão, foi um dos pacientes que se emocionaram com a apresentação de Alan Cruz e banda. Ao lado da esposa Josimira e dos filhos Gabriel, 11, e Gustavo, 20, o vigilante celebrou a oportunidade. “Estou sendo muito bem atendido aqui. A equipe é excelente. E essa apresentação coincidiu com a visita maravilhosa da minha família. Significa muito pra mim, dá um ânimo a mais. Acho que até a imunidade da gente aumenta com momentos assim”, comentou.
Música para esquecer a dor

O repertório do evento incluiu clássicos da Música Popular Brasileira (MPB), com canções de Alceu Valença, Lenine, Luiz Gonzaga, Djavan e Roberto Carlos. “Ao trazer a música para o contexto hospitalar, mudamos o foco do paciente, que está na dor e na internação. As canções são capazes de, ainda que por um instante, afastá-los da realidade no hospital ou transformá-la em algo mais agradável e leve”, destacou o cantor Alan Cruz, responsável pelo projeto. Além do jardim, as apresentações percorrem as alas e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Eudalto Ribeiro, 61, internado há três dias com pneumonia e bronquite, também compartilhou a percepção de alívio. “A gente distrai a cabeça e volta mais alegre. É muito bonito. Dou nota dez por esse momento de diversão e sensibilidade”, afirmou o pedreiro.
Setembro Amarelo

A apresentação reforçou ainda a campanha do Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a depressão e prevenção ao suicídio. Segundo o superintendente da Região de Saúde Central, Paulo Roberto da Silva Júnior, a intenção é realizar os shows em toda última sexta-feira do mês.
“Temos presenciado muitos casos de transtornos mentais nas emergências e a música consegue trazer um certo alívio e alegria. São minutos para desacelerar, ouvir uma boa canção, acalmar o corpo e a cabeça, não só dos pacientes como também dos servidores”, avaliou. Isabel Marques, técnica em saúde, concordou e dançou ao som de Gonzaguinha. “A mente melhora quando vemos alguém cantando, nos sentimos mais felizes. A alegria é contagiante.”
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;














