Por Kleber Karpov
A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta quarta-feira (07/Jan), a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb. A decisão proferida pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, fundamenta-se no risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. O empresário foi detido na última segunda-feira (05/Jan) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, sob acusação de portar documento falso e utilizar tornozeleira eletrônica descarregada.
O pedido de prisão partiu do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) após a constatação de que o réu violou as restrições impostas anteriormente. Rangel Mendes responde a processo por furto qualificado de obras de arte e adulteração de identificação de veículo, crimes denunciados em maio de 2025. O magistrado destacou que o relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) aponta violações reiteradas no monitoramento eletrônico do empresário.
A ordem judicial determina o encaminhamento imediato do detido para o Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, as ações do ex-CEO demonstram tentativa de se furtar à aplicação da justiça, o que justifica a conversão das medidas restritivas em prisão preventiva.
Argumentação da defesa
A defesa de João Ricardo Rangel Mendes, representada pelo advogado Vicente Donnici, negou o descumprimento intencional das regras judiciais. O advogado afirmou que o réu viajou ao Ceará no dia 29 de dezembro e que não teria excedido o limite de 30 dias de ausência permitido sem prévio aviso. Sobre a tornozeleira eletrônica, a defesa alegou falta de provas de que o equipamento estivesse desligado por vontade própria do empresário.
Contudo, o juiz André Felipe Veras considerou os dados técnicos fornecidos pelo sistema de monitoramento como “assertivos”. O magistrado reforçou que o comportamento do réu ao ser flagrado com documentação falsa no aeroporto cearense corrobora a necessidade da custódia preventiva para garantir o andamento do processo criminal.
Contexto da investigação
O processo contra o ex-CEO envolve o furto de objetos em um hotel e em um escritório de arquitetura. O empresário, que já ocupou a liderança da agência de viagens anteriormente denominada Hotel Urbano, estava em liberdade provisória mediante o uso do equipamento de geolocalização. Com a nova decisão, Rangel Mendes deve permanecer custodiado até novo pronunciamento judicial após a transferência para o sistema prisional fluminense.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











