GDF acaba com o principal programa de prevenção ao Câncer

A batalha contra o câncer sofreu mais um grande golpe em 2016. O GDF extinguiu o Programa de Prevenção, de Controle e de Assistência Oncológica à doença. O ato infringe à Lei 12.732/12, que assegura aos pacientes com câncer o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da patologia em seu prontuário, no Sistema Único de Saúde.

A medida extrema adotada pela Secretaria de Saúde do DF coloca em risco a vida de dezenas de pacientes que aguardam atendimento na rede pública. De acordo com o deputado Chico Vigilante, atualmente, no DF, aproximadamente 900 pacientes estão sem receber atendimento adequado. A estrutura montada não é suficiente para atender a demanda.

O levantamento feito pelo parlamentar mostra que, do total empenhado em 2013, foram executados R$ 627 mil. Já em 2014, o montante foi reduzido para a R$ 223 mil. Em 2015, foram destinados R$ 606 mil para o programa.

Além disso, a recorrente falta de medicamento para aquelas pessoas que já iniciaram o tratamento na rede, como os remédios para quimioterapia. Inclusive, faltam equipamentos essenciais para prevenir e detectar a doença, tais como tomógrafos e tomógrafos. Com o problema, muitos pacientes estão procurando atendimento fora de Brasília.

Foi o que fez a família do paciente Carlos Augusto Cabral, 40 anos. Diagnosticado com um câncer bucal, e sem tratamento no DF a família se viu obrigada a percorrer 204 quilômetros para tentar encontrar atendimento adequado. De acordo com a irmã dele, a recepcionista Geane Cabral, de 36 anos, depois de passar por dois postos de saúde, uma Upa, e depois hospital, foi orientada pelo médico do Hran em procurar atendimento em Goiânia. “O médico informou que a sala de cabeça e pescoço do Hospital de Base havia sido fechada. Como o caso do meu irmão era muito grave, ele nos orientou a procurar o hospital de Goiânia.

Pois se ficasse em Brasília ele não resistiria nem mais um mês”, contou. “É uma vergonha a gente ver um parente morrendo em cima de uma cama sem assistência nenhuma. A saúde do DF não está doente. A saúde morreu”, lamentou.

O deputado Chico Vigilante lamentou o fato de o governador ter acabado com o programa. “Há anos luto para aumentar a destinação de recursos para prevenção e controle do câncer. Ao invés de avançar, Rollemberg retrocede acabando com o programa”, avaliou.

“Negar o atendimento aos pacientes é uma atitude criminosa do governo do DF”, protestou Vigilante.

Fonte: Ascom Chico Vigilante

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