Por Kleber Karpov
Neste domingo, 4 de outubro de 2026, aproximadamente 158,7 milhões de cidadãos brasileiros estão aptos a comparecer às urnas em todo o território nacional, conforme dados da Justiça Eleitoral, para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais, em um processo que tem início às 8h e se encerra às 17h, no horário de Brasília.
As escolhas realizadas pelos votantes têm o potencial de moldar a composição dos postos de liderança, cujas atribuições impactam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos em setores essenciais como saúde, ensino, segurança, mobilidade urbana, infraestrutura e economia. Este processo eleitoral tem a função de determinar os membros do Poder Executivo, tanto em nível federal quanto estadual, e renovar uma parcela do Poder Legislativo para os próximos anos.
Os eleitores assumem a responsabilidade de selecionar até seis candidatos distintos. A cédula eletrônica possibilita a escolha para presidente da República (e seu vice), governador (e vice-governador), dois senadores por unidade federativa, um deputado federal e um deputado estadual, ou distrital no caso do Distrito Federal.
A Justiça Eleitoral estabeleceu uma sequência específica para o registro dos votos. Primeiramente, o eleitor digitará os quatro dígitos do deputado federal, seguido pelos cinco dígitos do deputado estadual ou distrital. Em seguida, serão inseridos os três dígitos para o primeiro senador e, posteriormente, os três dígitos para o segundo senador. Por fim, o processo se encerra com os dois dígitos do governador e os dois dígitos do presidente da República.
Recomendações para o dia da votação
Para otimizar a experiência de votação, a Justiça Eleitoral aconselha que os eleitores consultem previamente o local onde devem votar, verifiquem sua situação eleitoral e, se desejarem, façam o download do aplicativo e-Título. Outra sugestão importante é levar anotados os números dos candidatos escolhidos, a fim de agilizar o procedimento na cabine de votação.
É fundamental lembrar que o uso de telefones celulares dentro da cabine de votação permanece proibido. Antes de confirmar cada escolha, o eleitor deve verificar cuidadosamente na tela da urna eletrônica a fotografia, o nome e o partido do candidato. Caso identifique algum equívoco, basta pressionar a tecla Corrige para refazer o processo.
O perfil do eleitorado
As eleições de 2026 representam o maior contingente eleitoral já registrado na história do Brasil. Do total de cidadãos aptos a votar, 141.321.493 já possuem o cadastro biométrico, o que corresponde a 89,01% do eleitorado, conforme informações da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que há 605,8 mil eleitores com 16 anos e mais de 1 milhão de eleitores com 17 anos, faixas etárias para as quais o voto é facultativo.
Cenário de candidaturas
A disputa eleitoral também se caracteriza por um elevado número de postulantes a cargos públicos. A Justiça Eleitoral contabiliza cerca de 21 mil solicitações de candidatura. A maior parte dessas candidaturas se concentra nas eleições para as assembleias legislativas estaduais e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Estima-se que aproximadamente 11,3 mil candidatos concorrem ao cargo de deputado estadual e 433 ao de deputado distrital, somando cerca de 11,7 mil concorrentes para essas posições. Para a Câmara dos Deputados, foram registrados 7.803 candidatos.
Direito ao voto
O acesso ao direito de voto nem sempre foi universal para todos os brasileiros. Ao longo da trajetória do país, diversos segmentos da sociedade foram excluídos do processo eleitoral. Mulheres, pessoas analfabetas, populações indígenas e indivíduos em situação de pobreza estiveram, em diferentes épocas, impedidos de participar das eleições.
Em um período mais recente, durante a ruptura institucional da ditadura militar, o voto e os direitos políticos sofreram restrições, e candidaturas foram cassadas, em meio a eleições indiretas para certas funções. Os analfabetos recuperaram o direito de votar em 1985, e os direitos políticos foram plenamente estabelecidos pela Constituição Federal de 1988.
Justiça Eleitoral
Nesse contexto, a Justiça Eleitoral assume a responsabilidade de organizar o processo eleitoral, assegurando o exercício do voto como um dos pilares fundamentais da democracia brasileira. Em um material institucional da série Voto Limpo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define o voto como “a maior expressão da cidadania”, além de ressaltar que ele “garante à população o direito de escolher seus representantes para a condução do país.”
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;















