21.5 C
Brasília
20 jan 2026 21:18

Chegando aos 40 anos, Hospital de Brazlândia (DF) precisa de novo alento

Em um ano, a equipe de direção do Hospital Regional de Brazlândia (HRBz) conseguiu reorganizar a unidade de Saúde e fazer funcionar o que estava parado. Até as cirurgias eletivas voltaram a ser feitas. O que atrapalha a rotina é a falta de profissionais, a falta de equipamentos, a falta de medicamentos, a falta de mobiliário e a falta de estrutura física adequada.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, e o vice, Carlos Fernando, foram a Brazlândia verificar as condições de trabalho, na manhã desta segunda-feira (13). Encontraram uma unidade de saúde desgastada, onde os servidores fazem vaquinha para comprar mobiliário e pintar as paredes.

Com cerca de 200 atendimentos diários no Pronto Socorro, dos mais simples aos mais graves, o HRBz sofre com a falta de pediatras, clínicos e anestesiologistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Não se tem um fluxo organizado para a entrada dos pacientes porque não há classificação de risco.

Nos corredores do PS, homens e mulheres em macas e acompanhantes se misturam sem o mínimo de privacidade. Lençóis e cobertores fazem as vezes de cortina para uma troca de roupas.

Fora da emergência, paredes e teto precisando de reparos e pintura. Equipamentos velhos, não poucos enferrujados, são os obstáculos no caminho. Pacientes permanecem internados porque não há quem lhes dê alta. Aumenta a possibilidade de infecção e aumenta o gasto público.

A enfermaria do ambulatório da Pediatria tem 16 leitos e o PS oferece mais 12. As crianças, junto com mulheres e homens adultos se espalham pelos corredores e a porta não fecha, os meninos não são levados para lugar mais adequado.

O médico que fica na porta atende de 30 a 40 crianças por turno. Deveria haver três médicos atendendo no Pronto Socorro, um na enfermaria e um neonatologista. Mas, a realidade é ter dois pediatras para tudo. A escala da neonatologia não fecha com apenas quatro profissionais. E esses têm que dar conta, também, do Alojamento Compartilhado e da Sala de Parto.

Na recepção da emergência, 35 pacientes aguardavam atendimento. Em geral, dois clínicos se revezam, atendendo a porta e cuidando também da enfermaria. Outros 10 clínicos foram prometidos pela Secretaria de Saúde, mas com salário pouco e trabalho demais, é razoável acreditar que não permaneçam.

O HRBz é um dos hospitais para onde não querem ir os profissionais de Saúde aprovados em concurso. Cortaram gratificações de titulação, de insalubridade e de movimentação dos novatos. Isso significa mais de 30% a menos de salário no fim do mês. Há quem trabalhe 60 horas semanais na emergência. Por isso também, pouca gente quer ir para Brazlândia.

Em meio a tanta carência, não faltam cirurgiões ao HRBz. No entanto, o serviço é represado pela falta de anestesiologista.

Exames são itinerantes
Gasta-se mais para fazer um Raio X no HRBz do que em qualquer outro hospital da rede pública do DF, pois a chapa é feita lá, mas tem que ser levada para revelação no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). O revelador, quebrado há um ano, não tem recuperação. Os exames vão e voltam de ambulância, quando dá. Os pacientes ficam horas, até um dia inteiro esperando. Se não faltam medicamentos na rede, Brazlândia é mal servida. Usam-se antibióticos, mais caros, de ponta, porque faltam os mais simples.

“Os médicos, os outros servidores e a população aguardam soluções que não chegam. Aguardam os novos profissionais, que não encontram estímulo e incentivos para trabalhar em Brazlândia. O governo faz planos para médio e longo prazos, mas não dá sinal de se preocupar com o que acontece agora nas emergências lotadas”, critica o presidente do SindMédico-DF.

O tempo desgasta o prédio do hospital, que em dezembro completa 40 anos e já parece um retrato em sépia. Mas nem tudo é desalento. A equipe continua atendendo cada doente, cada parturiente, cada paciente que nunca encontra portas fechadas.

Fonte: SindMédico-DF

Coleta de leite humano no DF fica abaixo da meta em 2025

Por Kleber Karpov A Rede de Bancos de Leite Humano...

Escola Superior de Ciências da Saúde alcança nota máxima no curso de Medicina

Por Kleber Karpov A Escola Superior de Ciências da Saúde...

MEC aplica sanções contra cursos de medicina com baixo desempenho no Enamed

Por Kleber Karpov O Ministério da Educação (MEC) apresentou (19/Jan),...

Prazo para retirada do Cartão Uniforme Escolar termina em 21 de janeiro

Por Kleber Karpov Responsáveis por estudantes da rede pública de...

Hospital de Base recebe novos equipamentos para serviço de hemodinâmica

Por Kleber Karpov O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde...

IGESDF abre seleção para médico pediatra com salário de R$ 18,1 mil

Por Kleber Karpov A direção do Instituto de Gestão Estratégica...

Procon-DF autua 27 escolas particulares por irregularidades em listas de materiais

Por Kleber Karpov O Procon-DF autuou (19/Jan) 27 das 30...

Destaques

Coleta de leite humano no DF fica abaixo da meta em 2025

Por Kleber Karpov A Rede de Bancos de Leite Humano...

Escola Superior de Ciências da Saúde alcança nota máxima no curso de Medicina

Por Kleber Karpov A Escola Superior de Ciências da Saúde...

Haddad desmente matéria do Estadão sobre ultimato ao GDF para realizar aporte no BRB de R$ 4 bilhões

Por Kleber Karpov O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou...

MEC aplica sanções contra cursos de medicina com baixo desempenho no Enamed

Por Kleber Karpov O Ministério da Educação (MEC) apresentou (19/Jan),...

Prazo para retirada do Cartão Uniforme Escolar termina em 21 de janeiro

Por Kleber Karpov Responsáveis por estudantes da rede pública de...