Atenção: cadastro desatualizado atrasa acesso a cirurgia eletiva

Para evitar atrasos ou perda de vaga, paciente precisa manter dados atualizados junto ao IgesDF

Por Kleber Karpov

O paciente anseia por uma vaga, a equipe de saúde se desdobra por agendar, mas um vilão insuspeito e persistente insiste em atrapalhar: o cadastro desatualizado. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a equipe do Núcleo de Regulação Cirúrgica tem enfrentado um drama diário: a impossibilidade de localizar pacientes que aguardam por uma cirurgia eletiva. O problema, que parece trivial, pode levar ao atraso de procedimentos ou até a perda definitiva da vaga.

Luz no fim do túnel vira apagão

O processo se inicia na Unidade Básica de Saúde (UBS), onde após exames e avaliação médica, o paciente tem o nome inserido no sistema de regulação e passa a integrar a longa lista de espera. Mas, o que era para ser o primeiro passo para a solução do problema de saúde se torna o início de uma nova odisseia.

O comunicado do agendamento é feito por meio de telefone institucional, com até três tentativas de contato em diferentes dias e horários. Ocorre que, segundo Maria Eduarda Gois, assistente administrativa do Núcleo de Regulação Cirúrgica, as ligações, na maioria das vezes, não são completadas, o que põe a perder o esforço de todos os envolvidos no processo.

“Ligamos para avisar sobre a data da cirurgia e muitas vezes não conseguimos contato. Há casos em que o número está errado ou pertence a outra pessoa”, relata Gois.

A atualização dos dados pode ser feita de duas formas, tanto pelo aplicativo Meu SUS Digital como presencialmente na UBS, portando documento de identidade (RG), CPF e comprovante de residência. “Sabemos que muitos aguardam ansiosamente pela cirurgia, por isso é fundamental manter o cadastro correto”, reforça a servidora.

Sergio Barbosa, chefe do Núcleo de Regulação Cirúrgica, observa que a responsabilidade não cabe somente aos profissionais de saúde, mas é compartilhada com o paciente. “De um lado, a equipe trabalha para que o paciente seja operado no menor tempo possível. Do outro, é essencial que cada um mantenha seus dados, especialmente o telefone, sempre corretos”, completa.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do PubliqueAI, plataforma para produção de textos jornalísticos com uso de Inteligência Artificial.

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