GDF testa tempo de resposta de órgãos em calamidades

Plano de chamada desenvolvido pela Defesa Civil pretende dar mais agilidade ao atendimento de emergências na capital

Por Jéssica Antunes

Durante a simulação, foi montada uma estrutura completa para que os órgãos envolvidos pudessem demonstrar a capacidade de resposta rápida perante situações emergenciais | Fotos: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal fez uma simulação de situações de desastre para testar o tempo de resposta dos órgãos de apoio em caso de emergências. A ação foi executada de surpresa na manhã desta quinta-feira (10), em uma das áreas críticas da capital, Vicente Pires. Com a iniciativa, será possível identificar falhas e aprimorar atendimentos em casos que demandam atuação além dos serviços de urgência. O treinamento se antecipa à época de maior incidência de chuvas.

A operação foi coordenada pelo Sistema de Defesa Civil, vinculado à Secretaria de Segurança Pública (SSP), e teve início com a chegada dos agentes ao local. Após a montagem de uma tenda do comando, os órgãos, que não sabiam da ação, começaram a ser acionados por telefone. O cenário hipotético envolvia um forte temporal, com alagamento, enxurradas, desabamento de residências e suspeita de vítima soterrada.

As ações emergenciais previstas incluíam delimitação e controle da área afetada, posicionamento de controladores, retirada ordenada dos moradores, remoção de animais domésticos, oferta de ajuda humanitária, orientação à população, criação de área segura e destinação de maquinários. Além disso, a simulação apontava a necessidade de abrigo provisório, pois o cenário indicava mais desabamentos e chuvas.

Treinamento e avaliação

O plano era testar a resposta em situações de desastre com necessidade de atuação de órgãos não acionados em ocorrências comuns. Subsecretário de Defesa Civil, o coronel Sérgio Bezerra explicou que a operação é o ponto alto de todo um planejamento interno com os órgãos de apoio do GDF para articular o atendimento eficaz. “É um treinamento, mas também uma avaliação da capacidade, da efetividade, das falhas que possam ocorrer. Não é um teatro, é um simulado”, disse.

O subsecretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra: “É um treinamento, mas também uma avaliação da capacidade, da efetividade, das falhas que possam ocorrer”

Todas as equipes que chegaram ao local foram informadas e orientadas sobre o plano estabelecido para as situações de tragédia. Em menos de uma hora, compareceram equipes do Corpo de Bombeiros (CBMDF), Polícia Militar (PMDF), Departamento de Trânsito (Detran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Companhia Energética de Brasília (CEB), Companhia de Abastecimento e Saneamento Ambiental (Caesb), representantes das secretarias de Governo, de Obras e de Desenvolvimento Social, além da administração regional da cidade.

“As instituições compareceram, marcaram presença e fizeram suas atribuições institucionais”, avaliou o subsecretário de Defesa Civil. “É demonstração de que houve articulação, coordenação, e estamos prontos para qualquer emergência.”

Plano de chamada

O plano de chamada foi elaborado em reuniões realizadas no último mês. Bezerra esclarece que a estratégia será utilizada em qualquer situação em que envolva danos humanos e materiais que fogem à capacidade de resposta imediata dos órgãos de urgência e emergência – quando há rompimento de dutos, desabamentos de blocos de concreto e necessidade de abrigos, por exemplo. Nesses casos, terão de comparecer, conforme a necessidade levantada, as pessoas responsáveis pelos órgãos vocacionados ou com responsabilidades e atribuições para responder à demanda.

“Sabemos que aqueles órgãos que respondem mais emergencialmente, como Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, respondem mais rápido”, avaliou Sérgio Bezerra. “Em outros casos, é necessária uma mobilização, uma coordenação. É toda uma complexidade que tem que ser articulada para responder com efetividade em uma situação emergencial.” O teste foi cronometrado e será avaliado. Os resultados serão usados para aprimorar a estratégia e solucionar problemas antes de uma tragédia real.

Levantamentos de risco da Defesa Civil apontam maior preocupação em Vicente Pires, especialmente na Rua 3; em Arniqueira, onde há mais de 30 erosões; no Sol Nascente/Pôr do Sol; na Fercal e Vila Rabelo. Dessa forma, a preparação antecipada ao período mais crítico de chuvas no DF objetiva minimizar o impacto e atender de forma eficiente a população.

Fonte: Agência Brasília

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