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01 fev 2026 01:28

Mais de 26 mil pessoas ficaram feridas, nos últimos dez anos, em acidente de trânsito no DF, aponta pesquisa do CFM

Um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que 26.390 pessoas do Distrito Federal ficaram feridas em acidentes de trânsito e foram atendidos pelo Sistema Único de saúde (SUS) nos últimos dez anos. De acordo com a análise, essas internações representaram um custo superior a 46 milhões, somente aos cofres federais.

Entre 2009 e 2018, houve um crescimento de 33% na quantidade de internações em todo o País. O pior cenário, proporcionalmente, foi identificado no estado de Tocantins, que saiu das 60 internações, em 2009, para 1.348, no ano passado (aumento de 2.147%). Já o Distrito Federal, teve uma queda de 16%. Em 2018, foram 2.253 internações, o que representa uma diminuição do número de internações por acidente de transporte em relação ao ano de 2009, que foi de 2.693.

No Brasil, a cada 60 minutos, em média, pelo menos cinco pessoas morrem vítimas de acidente de trânsito. Os desastres nas ruas e estradas do País também já deixaram mais de 1,6 milhão de feridos nos últimos dez anos, ao custo direto de quase R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

No quadro nacional, o Distrito Federal teve uma melhora com redução significativa de 22%. Na região Norte, a mortalidade por acidentes subiu 30%. Da mesma forma, no Nordeste houve um crescimento de 28% dos casos. No Centro-Oeste também houve aumento do indicador (7%), enquanto nas regiões Sul e Sudeste apresentaram menor quantidade de óbitos em 2016, frente à 2007, com queda de 15% e 18%, respectivamente. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná liderem o ranking nacional em números absolutos de mortes no trânsito durante os últimos dez anos.

Segundo o CFM, a cada hora, em média, cerca de 20 pessoas dão entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento grave decorrente de acidente de transporte terrestre. Ao avaliar o volume total de vítimas graves do tráfego nos últimos dez anos (1.636.878), é possível verificar que 60% desses casos envolveram vítimas com idade entre 15 e 39 anos, sendo menor a frequência nas faixas etárias que vão de zero a 14 anos (8,2%) e em maiores de 60 anos (8,4%). Outra constatação: quase 80% das vítimas eram do sexo masculino.

Fonte: CRM-DF

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