Por Kleber Karpov
Medidas de segurança reforçadas no Hospital de Base do Distrito Federal, incluindo a campanha “Adorno Zero”, resultaram em uma redução de 20% nos casos de infecções hospitalares entre 2024 e 2025. A iniciativa, que proíbe o uso de acessórios por profissionais de saúde durante o atendimento, visa garantir a segurança dos pacientes e prevenir a transmissão de doenças dentro da unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
A principal ação para o controle de infecções é a campanha Adorno Zero, que orienta as equipes assistenciais a não utilizarem itens como anéis, pulseiras, relógios, brincos e correntes. Esses acessórios podem acumular microrganismos, como bactérias, vírus e fungos, comprometendo a eficácia da higienização das mãos e elevando o risco de contaminação cruzada no ambiente hospitalar.
O médico infectologista Tazio Vanni, do Hospital de Base, alerta para a vulnerabilidade de certos pacientes. “Mesmo após a higienização das mãos, acessórios podem dificultar a limpeza completa e favorecer a permanência de bactérias e outros germes”, explica Vanni, ressaltando o perigo para pessoas internadas ou em recuperação cirúrgica. Além do risco de transmissão, os objetos podem causar acidentes ao enroscar em equipamentos.
Conscientização contínua
A campanha está sendo intensificada, especialmente no centro cirúrgico. A necessidade de reforço constante se deve à grande circulação de profissionais em formação na unidade, como médicos residentes e estagiários, que chegam com frequência ao hospital para complementar sua capacitação. “Como somos uma unidade que recebe constantemente profissionais em formação; esse trabalho de conscientização precisa ser contínuo para garantir a segurança dos pacientes e das equipes”, disse Ana Cristina Neves, coordenadora do centro cirúrgico.
A iniciativa integra outras estratégias, como o Programa de Redução de Infecção em Cirurgias (Prisc). Para Fernanda Hak, gerente de Planejamento em Saúde da Diretoria de Atenção à Saúde, o impacto de tais medidas é significativo. “É uma ação simples, mas que faz diferença diretamente na segurança dos pacientes ao diminuir os riscos de infecção”, destaca.
Regras e exceções da política institucional
De acordo com a política do hospital, é considerado adorno qualquer acessório usado como enfeite, incluindo alianças, piercings expostos e gravatas. A única exceção permitida é o uso de óculos de grau, que devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões ou correntes.
Até mesmo o crachá de identificação exige cuidados específicos. A anestesiologista Nadja Corrêa Graça orienta que, “mesmo sendo obrigatório para identificação, ele deve ficar guardado dentro do pijama cirúrgico para evitar risco de contaminação dos pacientes”. A campanha também reforça a obrigatoriedade do uso correto da máscara, cobrindo nariz, boca e queixo durante todo o atendimento.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










