Após um ano sem celular, escolas públicas registram melhora no rendimento e na convivência entre os alunos

Medidas indicam avanços, também, no engajamento pedagógico e em reações entre estudantes

Por Kleber Karpov

No dia 01 de maio de 2026, foi possível constatar que, após um ano sem celulares nas escolas, houve uma melhora significativa no rendimento dos alunos e na convivência entre eles. A comunidade escolar também relata avanços no engajamento pedagógico, nas interações entre estudantes e na rotina em casa.

A Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do Distrito Federal, entrou em vigor há pouco mais de um ano. Desde então, a implementação da lei tem se mostrado integrada à rotina escolar de diversas unidades do Distrito Federal, com reflexos positivos no ambiente de aprendizagem, nas relações interpessoais e na organização dos estudantes dentro e fora da escola.

O Centro Educacional Incra 8, localizado na zona rural, é um exemplo de escola que adaptou sua rotina para cumprir a norma. Com mais de mil estudantes entre 11 e 17 anos, a unidade reorganizou sua rotina para manter estratégias pedagógicas e desenvolver novas formas de engajamento.

A estudante Camila Ambra Aires dos Santos, de 17 anos, é um exemplo sólido da nova dinâmica. Ela relata que, após a proibição, aumentou seu rendimento na escola e passou a usar menos o celular em casa. A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, afirma que a avaliação da pasta é positiva. “As escolas se adaptaram à norma, superaram os desafios iniciais e já observamos melhorias no ambiente de aprendizagem, com mais foco e participação dos estudantes.”

Durante o período de adaptação, a escola enfrentou resistência inicial dos alunos, o que exigiu ações pedagógicas e diálogo constante. Entre as estratégias adotadas, estão a criação de espaços e momentos de leitura e o incentivo a atividades que estimulam a interação presencial.

A medida também levou em consideração a realidade dos estudantes, que percorrem longas distâncias até a escola, permitindo que levem o celular para comunicações de emergência no percurso, mas sem utilizá-lo dentro da unidade escolar.

A diretora do CED Incra 8, Solange da Cunha Pereira, observa que os alunos começaram a ter mais interações com outros colegas. “Antigamente, eles ficavam de cabeça baixa ali no celular, concentrados em lugares onde a internet pegava melhor. Hoje eles já conseguem conversar melhor com um colega que, muitas vezes, estava ao lado e não percebiam.”

Segundo a diretora, a fiscalização é feita de forma gradual, priorizando o diálogo. Em casos de descumprimento, a escola adota advertências e, em último caso, recolhe o aparelho até a presença dos responsáveis, podendo aplicar suspensões.

Do ponto de vista pedagógico, os docentes também relatam impactos positivos. O professor de matemática Germano Pereira dos Santos Filho observa mudanças tanto na escola quanto em casa, incluindo suas próprias filhas, que estudam na região de Brazlândia. Entre os estudantes, a percepção é semelhante. Maria Fernanda de Souza Costa, de 14 anos, relata que a adaptação foi difícil no início, mas trouxe benefícios no aprendizado.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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