Por Kleber Karpov
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) apresentou, nesta sexta-feira (10/Abr), os resultados de sua gestão em audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Durante a segunda etapa da prestação de contas, sob tutela do presidente do IGESDF, Cleber Monteiro, a instituição detalhou avanços nas áreas de assistência, ensino e finanças, com destaque ao aumento de 9,6% no número de cirurgias e a realização de mais de 6,9 mil participações em capacitações profissionais e à implementação da assistência por meio da telemedicina para reduzir sobrecarga nas unidades de saúdes.
Resultados em gestão e qualificação
Na apresentação dos dados financeiros, o gerente Fabiano Batista, expôs as estratégias adotadas para o fortalecimento do controle orçamentário. Na área de gestão de pessoas, Alana Mioranza, gerente-geral substituta, confirmou a manutenção do percentual de cargos de livre nomeação abaixo do limite legal estabelecido, além de apresentar outros indicadores do quadro de pessoal.
A Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) demonstrou o fortalecimento das atividades educacionais na rede. Segundo o gerente de ensino, Paulo Estevão, foram registradas mais de 6,9 mil participações em treinamentos, abrangendo 113 temas distintos. O instituto também atua como campo de formação para 7.510 estudantes de instituições conveniadas, consolidando seu papel acadêmico no Distrito Federal.
O diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, apresentou os resultados assistenciais dos hospitais e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O principal destaque foi a otimização dos centros cirúrgicos, que resultou em um aumento global de 9,6% no total de procedimentos realizados entre 2024 e 2025.
Inovação com telemedicina
Um dos pontos principais abordados por Gonçalves está na telemedicina. O gestor ressaltou a importância da tecnologia para a organização do fluxo de pacientes, principalmente na área de pediatria. A ferramenta tem sido crucial para agilizar o atendimento e reduzir a sobrecarga das unidades de saúde.
“O controle da sazonalidade, especialmente neste período do ano, tem sido mais estruturado em comparação ao ano anterior. A telemedicina, especialmente na pediatria, tem ajudado a organizar o fluxo e dar mais vazão aos atendimentos de menor complexidade, contribuindo para o funcionamento da rede”, explicou Gonçalves.
Monteiro também destacou a expansão da telemedicina ao observar que. “todas as UPAs já contam com teleconsulta, e quatro unidades também oferecem teleatendimento pediátrico. É uma experiência muito positiva, que amplia o acesso, organiza o fluxo e deve impactar diretamente na redução do tempo de espera”, disse.
Números da gestão financeira e de pessoal

Foto: Felipe Ando
No terceiro quadrimestre de 2025, o IGESDF registrou uma receita líquida de R$ 433 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 516 milhões. Os custos com pessoal representaram cerca de 61% do total. O passivo registrado foi de aproximadamente R$ 36 milhões, e as obrigações pendentes do período, no valor de R$ 137 milhões, foram quitadas até fevereiro de 2026.
Ao final do quadrimestre, o instituto contava com 11.924 colaboradores, sendo 94,6% celetistas e 5,4% servidores estatutários. As mulheres compõem 74% do quadro funcional. A média salarial dos empregados celetistas foi de R$ 5.984,31. A despesa com pessoal atingiu 67,6% do repasse previsto no Contrato de Gestão, mantendo-se dentro do limite de 70%.Demandas dos servidores
Durante a audiência, Monteiro, fez questão de enfatizar a importância do diálogo com os profissionais de saúde e da presença constante nas unidades. “Estamos atentos às demandas dos servidores e sempre disponíveis para prestar esclarecimentos. Nosso compromisso é estar presente, ouvir quem está na ponta e transformar essas demandas em melhorias concretas para a rede”, afirmou .
Diálogo institucional
A presidente da presidente da Comissão de Saúde da CLDF, deputada distrital Dayse Amarílio, questionou a gestão sobre uma denúncia de salários atrasados de trabalhadores da empresa Diagnose, que presta serviço ao instituto. O que Monteiro, explicou se tratar de situação decorre de um imbróglio jurídico no Tribunal de Contas do DF e Territórios (TCDF), mas afirmou que a demanda foi superada e os pagamentos serão realizados.Ao final, o presidente do instituto concluiu, reafirmando seu estilo de gestão. “Eu nunca acreditei em trabalhar dentro de gabinete. Estou diariamente nas unidades, visitando hospitais e UPAs, ouvindo os profissionais. São eles que vivenciam a realidade e ajudam a construir soluções mais efetivas”.
Posições essas que contaram com o reconhecimento da Dayse Marailio, no que tange ao compromisso dos gestores na condução das unidades sob gestãdo do IGESDF, Além de reforçar a necessidade de se promover avanços aos trabalhadores, a exemplo da implementação de um plano de cargos e salários e a recomposição salarial.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










