Por Kleber Karpov
Quinze unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciaram, na última quarta-feira (11/Mar), a implementação de um projeto-piloto para oferecer exames de retinografia por meio digital. A iniciativa é uma parceria com os núcleos de telessaúde da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) e visa qualificar o atendimento oftalmológico na rede pública, permitindo diagnósticos remotos de alta precisão.
O lançamento do projeto ocorreu no dia 11 de março, durante solenidade no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), onde foi iniciado o treinamento das equipes para o uso dos novos equipamentos. O coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes Júnior, ressaltou que a iniciativa transcende a simples adoção de novas ferramentas. “Não é apenas uma estratégia tecnológica, é uma estratégia para a proteção da população”, afirmou.
A reitora da UnB, Rozana Naves, também discursou sobre o papel da tecnologia como um instrumento para reforçar o objetivo social da universidade, alinhando inovação com as necessidades da comunidade.
“A tecnologia não é um fim em si mesma; ela é muito útil para fortalecer aquela que é a nossa missão: o compromisso social com valor agregado por meio da nossa produção de conhecimento, da relação que produzimos nos contextos de ensino, pesquisa e extensão”, disse a reitora da UnB, Rozana Naves.
Diagnóstico de alta definição à distância
O exame de retinografia consiste na captura de uma imagem em alta definição do fundo do olho. A técnica permite a observação detalhada de estruturas como a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos. Com essa análise, é possível diagnosticar precocemente doenças que podem levar à cegueira.
Entre as patologias identificáveis estão a retinopatia diabética, o descolamento de retina, o glaucoma e a degeneração macular. A inovação do projeto está na conexão direta das unidades de saúde com os pesquisadores das universidades parceiras. Os laudos serão emitidos de forma remota por oftalmologistas vinculados aos núcleos de telessaúde.
Unidades contempladas
Os equipamentos foram distribuídos para 15 locais estratégicos, abrangendo Unidades Básicas de Saúde (UBS), policlínicas e centros especializados. Foram contempladas: UBS 17 de Ceilândia, UBS 7 de Samambaia, UBS 1 de Santa Maria, UBS 15 do Gama, UBS 5 de Planaltina, UBS 1 do Itapoã, UBS 17 de São Sebastião, UBS 1 da Asa Sul, Policlínica de Ceilândia, Policlínica de Taguatinga II, Policlínica do Gama, Centro de Referência em Diabetes e Hipertensão (Cradh), Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cedhic), Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) e o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cadh).
O projeto de telessaúde oftalmológica é apenas o início de um plano mais amplo. Segundo a coordenadora de Atenção Secundária e Integração de Serviços da SES-DF, Juliana Soares, há a proposta de expandir os serviços para outras especialidades. Estão previstos telediagnósticos em cardiologia e dermatologia, além da oferta de teleconsultorias e teleconsultas. “Este é o primeiro passo, inaugurando um serviço que será muito mais robusto e que vai trazer mais benefícios para a população”, completou.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










