Por Kleber Karpov
O Hospital de Base de Brasília (HBDF) e o Hospital da Asa Norte (Hran) realizaram um total de 270 triagens fonoaudiológicas na última quinta (23) e sexta-feira (24). A iniciativa, que contou com a participação de fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e estudantes universitários, teve como objetivo avaliar queixas da população relativas à voz, como rouquidão persistente ou cansaço ao falar.
A ação no Hran foi reforçada por alunos de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB), do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). Durante os atendimentos, as equipes aplicaram um protocolo de rastreio desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa).
O método foi utilizado para identificar sinais de desconforto vocal e possíveis quadros de disfonia, que são alterações na qualidade da voz. Os pacientes que apresentaram resultados positivos no rastreio foram orientados a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência para dar continuidade à investigação e ao tratamento.
Cuidados com a saúde vocal
Yonara Caetano, especialista em voz, fonoaudióloga do Hran e coordenadora da ação, reforça a necessidade de investigar qualquer tipo de desconforto. “A voz precisa ser emitida facilmente e sair limpa. Se há força para falar ou certa rouquidão, é um sinal de alerta. Esses problemas indicam que algo não vai bem no corpo”, avisa.
A profissional também destacou os cuidados essenciais para a manutenção da saúde vocal. “O que indicamos, antes de tudo, é hidratar as pregas vocais, que precisam disso para vibrarem e emitirem som. Também é importante realizar sempre um aquecimento e um desaquecimento para o uso profissional da voz. Ela deve estar dentro dos limites do confortável e nunca nos extremos: muito agudo ou muito grave, nem falar tão alto ou tão baixo. O conforto é sempre o mais saudável”, disse Caetano.
A fonoaudióloga Anne Paz, que atua no HBDF pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), complementa que a voz passa por mudanças ao longo da vida e requer atenção contínua. “Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento”, explicou.
Edicleide Gonçalves, de 39 anos, foi uma das pessoas atendidas. Ela saía de uma consulta de rotina no Hran quando foi abordada pela equipe. “Para mim, essa foi uma experiência interessante. Eu sempre falo assim: ‘A voz é o mais importante, Deus me livre de eu ficar sem falar!’ Sou muito conversadeira”, revelou.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










