Por Kleber Karpov
Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, com o presidente Donald Trump confirmando o início de “grandes operações de combate” que visam a mudança de regime. Conforme apurado pelo bbc.com, os alvos teriam incluído o gabinete do líder supremo e a sede presidencial em Teerã, além de instalações militares. Em resposta, o Irã iniciou ataques de retaliação contra Israel e outros países da região, incluindo Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, em meio a um esforço de Washington para pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear.
A retaliação iraniana
As forças militares de Israel confirmaram ter sido alvo de ataques de retaliação iranianos, com sirenes e alertas de emergência soando em cidades como Haifa e Tel Aviv. A escalada do conflito se estendeu para além das fronteiras imediatas, com relatos de explosões em diversas nações do Golfo.
Impacto regional
A Jordânia, que faz fronteira com Israel, informou que suas forças armadas abateram dois mísseis balísticos que visavam seu território, resultando apenas em danos materiais, segundo um oficial local. No Bahrein, onde os EUA mantêm uma importante base naval, o momento de um aparente ataque de míssil foi filmado, com vídeos mostrando uma explosão e destroços sendo lançados ao ar.
Reações e baixas civis
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou os ataques conjuntos como “totalmente não provocados, ilegais e ilegítimos”. Em uma publicação na rede social X, ele afirmou que as forças armadas iranianas “estão preparadas para este dia e ensinarão aos agressores a lição que eles merecem”.
A agência de notícias estatal IRNA, citando um oficial local, relatou que 40 pessoas foram mortas e 48 ficaram feridas em um ataque israelense a uma escola primária feminina no condado de Minab em 28 de fevereiro. O bbc.com ressalta, no entanto, que não conseguiu verificar a informação de forma independente devido às restrições de acesso ao país.
A reação da população iraniana é mista, segundo relatos. Enquanto vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenas de pânico perto dos locais de explosão, há também um sentimento de alívio entre aqueles que veem a intervenção militar como uma possibilidade para a queda do regime.
Análise do conflito
O editor internacional do bbc.com, Jeremy Bowen, avalia que a decisão dos EUA e de Israel de iniciar uma nova guerra com o Irã cria um momento perigoso com consequências imprevisíveis. Ele descreve a ação como uma “guerra de escolha” e não como uma resposta a uma ameaça iminente, o que a palavra “preemptiva” implicaria.
Segundo a análise, os dois países teriam calculado que o regime iraniano está vulnerável devido à crise econômica e aos protestos internos. O presidente Trump incentivou abertamente os iranianos a “tomarem” o governo, afirmando que esta seria “provavelmente sua única chance por gerações”.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










