Por Kleber Karpov
A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) deve ampliar a emissão de carteirinhas de identificação para pessoas com doença falciforme no Distrito Federal (20/Jan). A iniciativa, realizada em parceria com a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal), visou facilitar o acolhimento em emergências hospitalares. O projeto buscou garantir que a equipe assistencial tome decisões rápidas e qualificadas com base em protocolos específicos.
A nova versão do documento incluiu diretrizes de classificação de risco e um código QR para acesso digital. O link direcionou o usuário para uma área exclusiva no portal da FHB com manuais técnicos e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Os pacientes da rede pública de saúde já podem realizar o cadastro por meio de formulário eletrônico disponível até 15 de março.
A FHB previu a entrega dos novos documentos para o segundo semestre deste ano. A meta da instituição foi alcançar mais de mil beneficiados nesta nova etapa do projeto de identificação nacional. Em 2025, o órgão entregou cerca de 50 unidades da carteirinha em uma fase preliminar de testes para validação do sistema.
“O Hemocentro atua como coordenador da política de atenção às pessoas com doença falciforme no Distrito Federal. A ampliação das carteirinhas contribui para a integração da rede, fortalece a segurança do paciente e qualifica o atendimento, alinhando assistência, protocolos e informações de forma ágil e eficiente”, ressaltou Osnei Okumoto.
Para o presidente da Abradfal, Elvis Magalhães, a carteirinha deve servir para garantir mais agilidade no atendimento das crises, além de fortalecer o reconhecimento das pessoas com doença falciforme nas urgências e emergências. “O documento ajuda o paciente a ser atendido conforme os protocolos já estabelecidos e reforça o princípio da equidade do SUS, ao considerar as necessidades específicas de cada pessoa”, afirma.

Assistência integral
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que alterou o formato das hemácias no organismo. Essa condição causou anemia, crises de dor intensa e maior risco de infartos de órgãos internos. O diagnóstico precoce ocorreu por meio do teste do pezinho, realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do recém-nascido na rede pública.
O Hemocentro coordenou a política de atenção integral para esse público no âmbito da Secretaria de Saúde (SES-DF). A instituição participou do Comitê Técnico de Hemoglobinopatias Hereditárias para fortalecer o cuidado especializado e a educação em saúde. A articulação da rede buscou reduzir as complicações graves da enfermidade entre a população atendida pelo SUS.
Serviço:
O que é: cadastro para confecção de documento de identificação em saúde
Quem pode solicitar: pessoas com doença falciforme acompanhadas pela Hemorrede do DF ou seus responsáveis
Como solicitar: preenchimento de formulário eletrônico
Prazo: até 15 de março
Entrega: prevista para o segundo semestre
Formulário de cadastro: https://forms.gle/
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










