Metrô tem ações no dia de combate à discriminação racial

Funcionários serão capacitados para lidar com situações de preconceito no trabalho. Também haverá apresentações musicais e de capoeira

Vinte e um de março é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Faz homenagem a vítimas do exército africano, que, em 1960, matou 69 e feriu 186 pessoas das 20 mil que protestavam contra a Lei de Posse — negros tinham de portar cartões de identificação e especificar os locais por onde transitavam. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas e é lembrada no Distrito Federal.

Na segunda-feira (21), em memória à tragédia — conhecida como Massacre de Shaperville —, o governo de Brasília faz ações para contribuir com a luta contra a discriminação racial. Por volta de meio-dia, na Estação Central da Rodoviária do Plano Piloto, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) assinam termo de cooperação para capacitar os funcionários da empresa pública na temática. Segundo a secretaria, o objetivo é que os servidores saibam como agir ao presenciar uma cena discriminatória no ambiente público.

Após a assinatura, a estação metroviária será palco para apresentações musicais e do grupo de capoeira Raízes do Brasil. Ainda na plataforma, os funcionários do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) vão distribuir panfletos, das 16 às 18 horas, sobre os serviços da unidade.

Discriminação Racial AgenciaBrasilia

Audiência
Às 9 horas de segunda-feira, haverá uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, com a participação do subsecretário de Igualdade Racial, da Secretaria do Trabalho, Victor Gonçalves. O encontro ocorre no Plenário nº 2 da Casa Legislativa.

Ações
De acordo com a secretaria, durante 2015, o governo local apoiou os grupos étnico-raciais ciganos, indígenas e negros. Foram promovidas audiências públicas para ouvir as demandas da população, criados comitês, mapeadas comunidades tradicionais de terreiro, houve reuniões com comunidades ciganas e indígenas, além de incentivo a exposições das culturas étnica-raciais.

O Executivo também criou a Caravana da Juventude Negra, que ofereceu oficinas profissionalizantes e palestras sobre empreendedorismo em 12 regiões administrativas entre junho e setembro.

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