Servidores reclamam de falta de ambulância e recursos humanos em UPAs

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Sem motoristas e viaturas, transporte de pacientes, roupas e materiais para esterilização ficam comprometidos, aponta servidor

Por Kleber Karpov

No sábado (19/Out), Política Distrital (PD) recebeu denúncia sobre a falta de motorista na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Recanto das Emas, para transportar paciente para realizar exame de gasometria em hospital. De acordo com o denunciante, sob sigilo de identidade, os problemas são constantes o que compromete, além do transporte de pacientes, também de roupas e de materiais para esterilização.

O denunciante observou que após a  terceirização da gestão do Hospital de Base do DF (HBDF), as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foram substituídas por outras de empresa particular e que, após o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF) assumir as unidades de pronto atendimento, a falta de veículos e motoristas se tornou recorrente.

“Tem muitos plantões que só tem um motorista e uma ambulância na UPA para fazer trabalho. Se eles saem para um parecer no IHBDF não tem hora para voltar e a unidade inteira fica desassistida em caso se emergência que envolva necessidade de transporte.”, disse ao observar que o problema atinge “pacientes, transporte de roupas e de materiais para esterilização”, concluiu.

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Autorização prévia

Segundo o denunciante, o parecer em questão, é o deslocamento de paciente para avaliação especializada, a exemplo de atendimentos de neurologia, neurocirurgias, bucomaxilo, urologia, endoscopia vascular, dentre outros. Porém, tal deslocamento precisa de autorização prévia do IGESDF.

“O paciente é encaminhado ao HBDF, mas antes é feito uma solicitação desse pedido, via e-mail pois estamos proibidos de encaminhar pacientes sem autorização prévia do IGESDF. Feito o pedido, aguardamos autorização que pode ser dada, ou não.”, explicou.

Superlotação

Na UPA Bandeirante, por sua vez, a queixa é de superlotação, decorrente da falta de profissionais de saúde. “Estamos sem recursos humanos e a gestão é péssima”, disse outra denunciante, ao pedir sigilo de identidade para evitar “sofrer perseguições e represálias. Está desumano tanto para servidores quanto para os usuários”.

A outra parte

Questionada sobre a falta de ambulâncias, por meio da assessoria de Comunicação, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) sugeriu ao PD que entrasse em contato diretamente com o IGESDF. Esse por sua vez, não retornou aos questionamentos, até a publicação da matéria.