Greve continua: Por unanimidade, vigilantes permanecem de braços cruzados

129
Print Friendly, PDF & Email



Trabalhadores querem recuo de proposta de substituição de auxílio-alimentação, por cesta básica

Por Kleber Karpov

Após decidirem pela greve, na noite de quarta-feira (28/Fev), em nova assembleia realizada nesta quinta-feira (1º/Mar), a categoria dos vigilantes resolveram, unanimidade a continuidade do movimento paredista, por tempo indeterminado. Com a decisão, bancos e órgãos públicos do DF, a exemplo das unidades de saúde, permanecem sem segurança.

Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), Paulo Quadros, os vigilantes só devem ceder e terminarem com a greve, caso os empregados atendam as pautas da categoria. A principal, o recuo em relação a substituição do pagamento do auxilio alimentação por fornecimento de cestas básicas. Outro pauta é a tentativa de incorporação dos termos estabelecidos pela Reforma Trabalhista, sancionada em 2017, à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Publicidade

Após a assembleia, o deputado distrital, Chico Vigilante (PT), que acompanhou a assembleia observou que tenta buscar uma saída para colocar fim a greve, desde que sejam respeitados os direitos dos vigilantes.

“Os vigilantes do DF estão fazendo uma greve honrada e digna porque a gente não aceita a retirada de direitos. Os vigilantes acabaram de decidir aqui, por unanimidade pela continuidade da greve. Agora a noite eu conversei por telefone com o governador Rodrigo Rollemberg que é o maior tomador de serviço de vigilância dizendo para ele da necessidade do GDF entrar nesse processo. Procuramos também o Ministério Público do Trabalho, amanhã já tem uma reunião às 15 horas. Mas o ânimo dessa categoria é redobrado. Eu conheço essa categoria há 40 anos e nunca vi tanta disposição dos vigilantes como está tendo agora.”, disse Vigilante.

Impacto

Com o quadro reduzido, além das agências bancárias fechadas por falta de segurança, outros setor a sentir o impacto da greve dos vigilantes são as unidades de saúde. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São Sebastião, servidores trabalham com receio, seja de uma ação externa, ou de alguma reação indesejada de algum paciente ou acompanhante.

“Nós trabalhamos sem a presença dos vigilantes, de portas abertas, mas com medo, pois nós já tivemos caso de violência aqui na UPA, na última vez que eles fizeram greve.”, disse uma servidora pediu sigilo de identidade.

Sobre a greve dos vigilantes, por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) informou que notificou as empresas para que garantam o percentual mínimo exigido pela Justiça, no caso de 30% do efetivo de vigilantes, nas unidades de saúde do DF.

Ainda segundo a SES-DF, se houver necessidade, “os diretores foram orientados a buscar reforço junto à Polícia Militar”.