Relator apresenta parecer favorável ao impeachment de Dilma

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A decisão do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) ainda precisa ser votada pela comissão especial, para em seguida ir ao Plenário

Por Fernando Braga

O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator da comissão especial que analisa o impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, apresentou na tarde desta quarta-feira (6/4) parecer favorável ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Veja o voto completo aqui.

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O relator do processo de impeachment diz que sua missão não foi fácil, mas teve cuidado de fazer um trabalho imparcial, com a consciência tranquila. “Alguns vão me chamar de golpistas. Esses rótulos não me preocupam”, afirmou. Porém, deixou para o Senado a tarefa de julgar a petista. “Não é este o momento de dizer se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade. Essa competência é do Senado Federal”, disse o relator. O texto tem 197 páginas.

Antes do anúncio na comissão, Arantes se reuniu com a bancada de seu partido e informou que iria emitir parecer favorável ao afastamento da presidente. Segundo avaliações de governistas e da oposição, a maioria dos parlamentares é pró-impeachment. A votação final no plenário da Câmara deve ocorrer no dia 17. Para que o processo continue adiante e chegue ao Senado, são necessários pelo menos 342 dos 513 votos.

O relatório deve ser votado na segunda-feira (11/4) pela comissão, que tem 65 deputados votantes. Segundo avaliações de governistas e da oposição, a maioria dos parlamentares é pró-impeachment. A votação final no plenário da Câmara deve ocorrer no dia 17. Para que o processo continue adiante e chegue ao Senado, são necessários pelo menos 342 dos 513 votos.

Defesa
Rosso rejeitou, nesta quarta-feira, intervenção do substituto da Advocacia-Geral da União, Fernando Luiz Albuquerque Faria. Ele havia solicitado ao presidente que a defesa tivesse nova oportunidade de falar. No entanto, ao fazer a solicitação e Rosso negar, parlamentares hostilizaram o advogado aos gritos de “rua”, “vagabundo” e “pelego”.

“O momento da defesa foi devidamente observado. Eles podem acompanhar a sessão, mas se trata essencialmente da admissibilidade ou não da denúncia, só poderá ser feita por membros dessa comissão”, definiu Rosso. “Como advogado, é muito bem vindo a permanecer”, disse a Faria. Ele afirmou que o advogado poderia ficar na comissão, mas sem se manifestar.

Rosso ainda disse que o advogado poderia passar a um parlamentar o que queria falar, para que o deputado transmitisse à comissão as novas falas da defesa. Faria se revoltou com integrantes da mesa e respondeu às ofensas com dedo em riste. No fim, ele acatou a determinação de Rosso e se sentou atrás da mesa da Comissão. Com informações da Agência Estado e da Folha de S. Paulo

Fonte: Metrópoles

 

 

 

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