Governo Agnelo discrimina aposentados da saúde

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GDF deixa cerca de 10 mil aposentados da saúde sem salários

Para resolver o caos instalado no DF no último mês, em especial pela paralisação generalizada que ocorreu na cidade ontem, terça-feira (9) o GDF penaliza os trabalhadores. Os Servidores da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEDF), da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), além de trabalhadores de empresas prestadoras de serviços a exemplo dos rodoviários e vigilantes, pararam a cidade por não receberem salários. E agora o mais sensível deles, os aposentados.
Para resolver parte do problema o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), aprontou mais uma. O GDF efetuou o pagamento, total para os professores e, parcial, para os servidores ativos da saúde.
Mas o Governador deixou sem pagamento um personagem importante e, talvez, mais necessitado que os servidores ativos da SES-DF, cerca de 10 mil servidores aposentados. Isso em claro sinal de discriminação com os servidores inativos do GDF.  Mais grave que isso, Agnelo comete um crime ao tratar os aposentados de forma discriminatória.
Agnelo deixa à míngua muitos que dedicaram anos da vida à cuidar da saúde dos outros, em ambientes sem estrutura, insalubres e desvalorizados, em meio ao sucateamento do Sistema Único de Saúde, há tanto denunciadas pela imprensa.
Hoje, muitos dos aposentados dependem do salário para arcarem com custos de remédios, alimentação, moradia com o agravante das limitações impostas pela idade avançada ou das sequelas dos ano dedicados à saúde pública, o que os impede de exercerem outras atividades profissionais.
Estratégia de contenção 
As paralisações das ultimas semanas chamam a atenção, também, por outro detalhe. Com a falta de verbas o GDF teve que adotar critérios para pagar os servidores. Pagou a segurança, aparentemente para conter a reação dos professores e os dos profissionais de saúde que tentariam, como o fizeram, invadir o Buriti. Em seguida, após ver o caos instalado, pagou os quadros da Educação e os ativos da Saúde.
Será que o governador resolveu deixar para depois os aposentados por, em tese, não serem representados por uma entidade sindical? Ou por terem dificuldades para fazer uma greve e travarem o trânsito em frente ao Buriti?
As iniciativas do GDF são questionáveis, pois no pior dos cenários, poderia pagar igualitariamente a todos, mesmo parcialmente e não cometer crime de discriminação para com os servidores.
Mas a pergunta que ninguém consegue a resposta é: Porque há falta de recursos para custear a folha de pagamento dos servidores vem da União, por meio do Fundo Constitucional do DF, que esse ano foi de R$ 11 bilhões.
Discriminação recorrente
A propósito em se tratando de discriminação do GDF para com os servidores, esse não é um episódio isolado. Sem entrar no mérito do merecimento, até porque todos os trabalhadores merecem e precisam ser valorizados, assim que assumiu o governo, Agnelo concedeu reajuste salarial de 69% aos médicos.
Em 2012 os agentes do Detran tiveram reestruturação de carreira, em que tiveram reajustes que variaram entre 70% e 80%. Os demais servidores por sua vez tiveram que negociar a incorporação de gratificações, parceladas em média em quatro anos, sem receber reajustes salariais.

 

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