Por Kleber Karpov
Cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial, uma condição que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas e aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. Neste domingo (26/Abr), data que marca o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, autoridades de saúde alertam que aproximadamente metade dos pacientes hipertensos desconhece o próprio diagnóstico, o que ressalta a importância do monitoramento regular da pressão.
A hipertensão arterial se caracteriza pelo esforço excessivo que o coração precisa fazer para bombear o sangue pelo organismo. Além de AVC e infarto, a condição pode levar a aneurisma arterial e insuficiências renal e cardíaca. A falta de sintomas claros é um dos maiores desafios para o diagnóstico e tratamento precoce.
O caso de Jermino Alves Pinheiro, hoje com 70 anos, ilustra essa realidade. Ele descobriu ser hipertenso aos 50 anos, durante uma consulta de rotina, sem apresentar qualquer sinal da doença. “Todos na minha família têm esse problema, então não fiquei surpreso. Mas eu não senti nenhum desconforto ou sinal diferente”, relata Pinheiro, que atualmente faz acompanhamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) após uma cirurgia de ponte de safena.
O cardiologista do HBDF, Lucas Cronemberger, adverte para a percepção equivocada sobre a doença. Segundo o especialista, a ausência de dor de cabeça ou mal-estar não significa que a pressão arterial esteja controlada. “Um erro comum é acreditar que a pressão arterial só está elevada quando há dor de cabeça ou mal-estar. Trata-se de um inimigo silencioso. Sem aferição regular, muitas pessoas não sabem que têm a doença.”.
Causas, prevenção e cuidado
Não existe uma causa única para o desenvolvimento da hipertensão. Fatores como predisposição genética, obesidade, estresse, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de sal e álcool contribuem para o surgimento da condição, conforme explica o cardiologista.
A recomendação médica é que todos os adultos verifiquem a pressão arterial ao menos uma vez por ano. “Os problemas da hipertensão são causados por anos de negligência sem o consumo de remédios específicos, não é algo que aconteça de um dia pro outro”, afirma Cronemberger. Ele reforça que a atenção à saúde não deve esperar o aparecimento de sintomas.
O controle da doença está diretamente ligado à adoção de um estilo de vida saudável. As principais orientações incluem manter o peso adequado, reduzir a ingestão de sal e alimentos gordurosos, praticar atividade física, abandonar o fumo, moderar o consumo de álcool e controlar doenças como o diabetes.
Acesso ao serviço no DF
No Distrito Federal, qualquer cidadão pode aferir a pressão arterial em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O serviço, disponível em todas as unidades, geralmente não requer agendamento e funciona como a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico e acompanhamento da hipertensão.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











