26.5 C
Brasília
21 mar 2026 17:29

Justiça autoriza DPDF remover propaganda enganosa de redução de dívidas

Anúncios prometiam a redução de 50% a 80% no montante dos débitos, tudo de forma extrajudicial. Ação foi ajuizada pelo Núcleo de Defesa do Consumidor da instituição

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) obteve decisão favorável da Justiça para a remoção de propaganda enganosa de empresas que prometiam reduzir o saldo devedor de dívidas dos clientes, em especial de financiamento de veículos. A ação civil pública foi ajuizada por meio do Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa do Consumidor (Nudecon) da instituição.

As empresas veiculavam anúncios em que se comprometiam com a redução de 50% a 80% no montante das dívidas, tudo de forma extrajudicial. Isso levou os consumidores a procurar os serviços e a assinar contratos que não eram cumpridos. Os contratantes pagavam um valor referente à prestação de serviços e eram orientados a suspender os pagamentos aos bancos financiadores, assim como a ignorar cobranças e qualquer forma de tentativa de contato por parte das instituições financeiras. Em alguns casos de financiamento de veículo, a orientação levou à perda dos automóveis por parte dos consumidores. As instruções constavam, inclusive, de vídeos disponibilizados em canal na internet.

Ao todo, a DPDF contabilizou 30 processos em andamento contra as empresas, sendo 13 no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e 17 no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), além de diversas ocorrências em sítios eletrônicos especializados em reclamações consumeristas.

Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, a defesa dos consumidores é essencial para equilibrar a relação entre cidadãos e grandes empresas. “Cláusulas abusivas e propagandas enganosas violam direitos básicos da população, especialmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade. O papel da Defensoria Pública é garantir esses direitos, para que as relações de consumo se deem de forma justa e transparente”, defendeu.

O chefe do Nudecon, Antônio Carlos Cintra, explica que o estímulo à inadimplência aumenta o risco de crédito das instituições financeiras e, com isso, o valor dos juros devidos pelos consumidores. “Isso gera um ciclo vicioso que só interessa a essas empresas. Os clientes, que já estão com dificuldade de pagar dívidas, pagam valores para suposta negociação e terminam sem o desconto, sem o valor pago e, em se tratando de financiamento de veículo, sem o automóvel. É importante que a população saiba que não é possível garantir desconto em negociações e que estas dependem sempre de o banco estar disposto a negociar”, finalizou.

 

 

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

Por Kleber Karpov A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou, por...

Prazo para pagar segunda parcela do IPVA começa segunda (23)

Por Kleber Karpov Proprietários de veículos no Distrito Federal que...

DF deve cotar com 48 pontos de vacinação neste sábado (21)

Por Kleber Karpov A Secretaria de Saúde do Distrito Federal...

Dentistas em UTIs ajudam a prevenir infecções e podem salvar vidas

Por Kleber Karpov A atuação de cirurgiões-dentistas em Unidades de...

Destaques

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

Por Kleber Karpov A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou, por...

Ministério da Saúde se reúne com Banco dos BRICS para avançar implantação da rede nacional de hospitais inteligentes

Por Kleber Karpov O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu...

Estudante de Planaltina assume Secretaria de Justiça e Cidadania por um dia e vivência rotina de gestão

Por Kleber Karpov A estudante Ana Luísa Silva Pereira, de...

Prazo para pagar segunda parcela do IPVA começa segunda (23)

Por Kleber Karpov Proprietários de veículos no Distrito Federal que...

DF deve cotar com 48 pontos de vacinação neste sábado (21)

Por Kleber Karpov A Secretaria de Saúde do Distrito Federal...