Em nova operação, Cripto Gato desativa mineradora clandestina e evita prejuízo superior a R$ 1,5 milhão no DF

Ação da Neoenergia com PCDF apreende 160 máquinas ligadas ilegalmente à rede elétrica em São Sebastião

Por Kleber Karpov

A Neoenergia, em uma operação conjunta com a 30ª Delegacia de Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), desativou na última quarta-feira (18/Mar) uma mineradora clandestina de criptomoedas em São Sebastião. A ação, que corresponde à terceira fase da Operação Cripto Gato, resultou na apreensão de 160 máquinas que operavam com energia furtada, causando um prejuízo estimado superior a R$ 1,5 milhão e instabilidade na rede elétrica da região.

Durante a fiscalização, os agentes apreenderam os 160 equipamentos de mineração que funcionavam ininterruptamente, além de um transformador utilizado na ligação ilegal. O local foi interditado e a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar os crimes relacionados à atividade clandestina.

O esquema, batizado pela PCDF como Satoshi Fase II, causava sobrecarga e instabilidade no sistema, afetando diretamente residências, comércios e produtores rurais de São Sebastião. Segundo estimativas da Neoenergia, o consumo irregular de energia era equivalente ao de mais de 10 mil moradias por mês.

Combate intensificado ao furto de energia

Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia Brasília, destacou que a fiscalização contra esse tipo de crime tem sido intensificada. Ele alertou para os riscos associados à prática, que vão além do prejuízo financeiro.

“Temos intensificado a fiscalização sobre esse tipo de atividade diante das irregularidades identificadas. A mineração de criptomoedas exige alta demanda energética e infraestrutura adequada. No imóvel vistoriado, os equipamentos estavam conectados de forma irregular, sem medição, o que sobrecarregava o sistema e aumentava o risco de falhas e danos. As ações de combate ao furto de energia continuarão em todo o Distrito Federal, garantindo segurança e qualidade no fornecimento”, afirmou Matias.

Operação Cripto Gato

Esta foi a terceira etapa da operação. A primeira fase, deflagrada em janeiro deste ano, desativou duas mineradoras, com um prejuízo apurado de R$ 400 mil e um consumo energético comparável ao de aproximadamente 3 mil residências mensais.

Já a segunda fase, realizada no final de fevereiro, desativou três unidades clandestinas. Naquela ocasião, as perdas estimadas alcançaram R$ 5 milhões, com um consumo de energia equivalente ao de cerca de 34 mil unidades residenciais por mês.

Crime e canais de denúncia

O furto de energia, popularmente conhecido como “gato”, é tipificado como crime no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena prevista de até oito anos de reclusão. A prática compromete a qualidade do fornecimento de energia e coloca em risco a segurança da população, podendo causar sobrecargas na rede, danos a equipamentos elétricos e interrupções no abastecimento.

A Neoenergia reforça que o apoio da comunidade é fundamental para combater as ligações clandestinas. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 116 ou presencialmente nas lojas de atendimento da companhia.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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