Fenavist comenta sobre as entradas do Parque Olímpico

O Comitê Organizador das Olimpíadas foi autuado pelo Procon Estadual do Rio de Janeiro, na segunda-feira, 8 de agosto. Motivo? As longas filas formadas nas arenas no primeiro final de semana de jogos. As pessoas esperaram por horas para entrar nas arenas por conta de problemas relacionados às vistorias de raio-X.

Já no sábado, a segurança foi falha e, muita gente entrou sem a revista no Parque Olímpico. Recentemente, o Governo Federal rompeu contrato com a Artel, uma empresa clandestina, que iria executar este serviço nas arenas.

Durante dois anos, a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) demonstrou a importância da contratação de profissionais habilitados para as atividades da área de segurança privada.

Segundo a Federação, o Brasil teria, hoje, cerca de 15 a 20 mil profissionais de segurança privada capacitados para atuar nas Olimpíadas, caso o processo de contratação e capacitação tivesse começado no tempo proposto pela Fenavist e pelas empresas e outras instituições do setor.

De acordo com a federação, a demanda de profissionais para a vistoria nas entradas das arenas era de 6 mil pessoas. Com o rompimento do contrato com a empresa Artel e a falta de um plano de segurança integrada que dialogasse com o setor, o governo federal disponibiliza um número menor de profissionais.

Em relação ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, a segurança privada foi garantida por meio de contratações regulares, seguindo todos os protocolos do processo de seleção. Ao todo, de 3 a 4 mil homens foram contratados pelo comitê, só para o Rio de Janeiro, sem contar as cidades que sediam os jogos de futebol. Nessas cidades, há cerca de 2.500 homens contratados. No entanto, esses homens estão alocados em outras funções que não a vistoria de raio-X.

As arenas estão protegidas pela Força Nacional, segurança privada e bombeiros civis ligados às empresas de segurança. Mas a Fenavist denuncia que o governo federal precisou convocar PMs aposentados para fazer a vistoria de raio-x dos jogos, o que contribuiu para a formação de enormes filas no final de semana. Os PMs não foram capacitados para operar as máquinas, que requerem treinamento de, pelo menos, uma semana. Além da falta de treinamento, a desorganização na logística de responsabilidade do governo federal está contribuindo para os atrasos.

Fonte: Ascom Fenavist

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