Febre amarela: vacinação em dia é o primeiro cuidado

Em busca de possíveis contágios e para impedir a proliferação do Aedes aegypti, agentes da Secretaria de Saúde visitam locais de rotina de paciente que morreu com suspeita da doença

Por Vinícius Brandão

Para descartar o risco de contágio de febre amarela no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde tomou as ações necessárias ao investigar a morte do vigilante Eronde Osmar da Silva, com suspeita da doença.

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da pasta, Maria Beatriz Ruy, é procedimento padrão adotar duas frentes com base na rotina do paciente.

“A parte de vigilância epidemiológica no condomínio onde ele trabalhava já foi concluída. O controle de mosquito está em andamento.”

Em busca de possíveis contaminações, agentes visitam os locais e rastreiam as pessoas com quem a vítima teve contato. Depois, é feito o controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite febre amarela, dengue, zika vírus e chikungunya.

Nas áreas próximo ao emprego e à residência do paciente, os servidores da Saúde vistoriam os lotes à procura de larvas do inseto, passam com o fumacê e informam a vizinhança sobre a prevenção.

Morador de Brasília, o vigilante de 58 anos morreu em 3 de janeiro, um dia depois de dar entrada no Hospital Regional de Planaltina. É o primeiro caso de suspeita de febre amarela em 2018.

De acordo com Maria Beatriz, amostras da vítima foram enviadas para análise em um laboratório de São Paulo.

Em 2017, houve três casos de óbito por febre amarela no DF. Apenas um de residente local, um psicólogo de 43 anos que vivia no Sudoeste.

Prevenções contra a febre amarela

A diretora Maria Beatriz ensina que o primeiro cuidado contra a febre amarela é estar com a vacina em dia. “Temos 10 mil vacinas guardadas em estoque de reserva, e todos os centros e as unidades de pronto-socorro estão abastecidos.”

Segundo a Secretaria de Saúde, o DF registra uma média de 5 mil doses aplicadas mensalmente, e 85% da população foi vacinada.

Outra orientação é combater o Aedes aegypti. Para isso, precisa-se, por exemplo, eliminar locais em casa com água parada, onde o inseto põe os ovos.

Além disso, ao sair para lugares perto de matos altos, recomenda-se usar roupas compridas e passar repelente.

Merecem ainda atenção os sintomas da febre amarela: febre alta; dores no corpo e nas articulações; e náuseas e vômito. Em alguns casos, a doença pode evoluir após um breve período de melhora.

Surgem então sintomas como icterícia (coloração amarelada da pele), hemorragia, choque e insuficiência de múltiplos órgãos, podendo levar à morte.

Já nos primeiros sinais de manifestação da enfermidade, deve-se procurar ajuda médica. Não há um tratamento específico, só os sintomas são tratados.

Orientações para a vacina da febre amarela

Com exceção de crianças, a orientação do governo é que se receba apenas uma aplicação da vacina ao longo da vida. Antes, o Ministério da Saúde recomendava que fosse a cada dez anos, mas houve mudança de entendimento.

Para as crianças, são dados uma aos 9 meses e um reforço aos 4 anos de idade. Para adultos que já receberam a vacina uma vez, a repetição desnecessária pode prejudicar o organismo.

Maria Beatriz lembra-se de um paciente que, com medo da doença, tomou mais de uma vacina em uma semana. “A pessoa teve complicações que a levaram a óbito.”

Gestantes, mulheres que amamentam bebês de até 6 meses, pessoas com imunossupressão, alérgicas à gema de ovo e aquelas com mais de 60 anos só devem se vacinar mediante avaliação médica criteriosa.

Em caso de dúvida, o cidadão pode ser orientado por um profissional de saúde nas salas de vacinação no DF, que oferecem a imunização gratuitamente o ano todo.

Fonte: Agência Brasília

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