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07 mar 2026 14:11

Bombeiros do DF atuam na coleta de leite humano e ajudam a salvar vidas

Iniciativa reforça estoques da rede de saúde e garante alimento essencial para recém-nascidos em UTIs neonatais

Por Kleber Karpov

Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atua em uma missão para além do combate a incêndios: a coleta domiciliar de leite humano. Vinte e três militares cruzam as regiões administrativas para buscar o alimento doado por mães, garantindo a nutrição de bebês prematuros internados em UTIs neonatais e ajudando a manter os estoques da rede de saúde, atualmente em 86% da meta mensal.

Missão de salvar vidas

No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a subtenente Daniela Moura, que integra uma das equipes de coleta, vê a tarefa como uma extensão da vocação da corporação. “A gente costuma dizer que não está fugindo da nossa missão de salvar vidas. Esse ato também salva. São bebês muito prematuros, muito sensíveis, e por mais que a ciência avance, o leite materno é insubstituível. Ele é essencial para uma recuperação mais rápida”, explica. As equipes realizam, em média, 20 visitas domiciliares por dia.

O apoio dos bombeiros se soma à dedicação dos servidores da saúde. Natália Conceição, fonoaudióloga e chefe do Banco de Leite do HRT, ressalta a gratidão pela parceria, mas alerta para os estoques baixos. “Tanto os militares quanto os outros servidores que trabalham nessa causa sentem muita gratidão porque sabem do potencial e do propósito que ofertam para a vida desses bebês”, destaca. Ela lembra que o leite humano é considerado o “padrão ouro” pela Organização Mundial da Saúde. “Ele transforma vidas. Em julho conseguimos atingir dois mil litros, mas em agosto voltamos a ficar aquém do esperado, com 1.700 litros. A época da seca é sempre crítica”, afirma.

Rede de solidariedade

O Distrito Federal é referência mundial em políticas de incentivo ao aleitamento e possui 14 bancos de leite e sete postos de coleta, atendendo mensalmente entre 150 e 200 recém-nascidos em UTIs. A força dessa rede vem de doadoras como a professora Sofia Mesquita, 27 anos. Mãe da pequena Clara, de 4 meses, ela encontrou na doação um novo propósito. “Na minha primeira gestação eu tinha hiperlactação e jogava fora quase um litro de leite por dia. Foi muito sofrimento. Quando descobri que podia doar, isso se tornou uma cura para mim. No meu primeiro filho, eu doei mais de 38 litros só para o HRT”, conta, emocionada.

De janeiro a agosto, o DF coletou mais de 12 mil litros de leite de 3,6 mil doadoras, superando os 11,7 mil litros do mesmo período de 2024. O alimento atendeu cerca de 9,4 mil bebês na Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Para doar, a mãe precisa ser saudável e produzir leite além da necessidade de seu bebê, podendo se cadastrar pelo Disque Saúde 160 (opção 4) ou pelos sites Amamenta Brasília e Portal Cidadão do DF.

Após a coleta, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado aos pacientes, podendo ser utilizado em até seis meses. “É um gesto simples, mas que não pode ser feito de qualquer jeito. Tem que acreditar na causa. Quem está nessa missão sabe que cada frasco representa vida”, resume a subtenente Daniela.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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