Por Kleber Karpov
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (08/Set) que os julgamentos na Corte são definidos por provas, rebatendo acusações de “ditadura de toga” e “tirania” proferidas em manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorre em meio ao julgamento da trama golpista na Primeira Turma do STF, cuja fase de votação se inicia nesta terça-feira (09/Set).
Provas, não política
Em um recado direto aos críticos, Barroso garantiu que o trabalho do Supremo não envolve disputas ideológicas. “Não gosto de ser comentarista do fato político do dia e estou aguardando o julgamento para me pronunciar em nome do Supremo Tribunal Federal. A hora para fazê-lo é após o exame da acusação, da defesa e apresentação das provas, para se saber quem é inocente e quem é culpado. Processo penal é prova, não disputa política ou ideológica”, afirmou.
Espelho da realidade
O ministro também rechaçou as tentativas de associar o julgamento a práticas da ditadura militar, recorrendo a uma metáfora para criticar a postura dos manifestantes. “Tendo vivido e combatido a ditadura, nela é que não havia devido processo legal público e transparente, acompanhado pela imprensa e pela sociedade em geral. Era um mundo de sombras. Hoje, tudo tem sido feito à luz do dia. O julgamento é um reflexo da realidade. Na vida, não adianta querer quebrar o espelho por não gostar da imagem”, completou Barroso.
Julgamento na Primeira Turma
O julgamento de Jair Bolsonaro e sete aliados teve início na semana passada na Primeira Turma da Corte, colegiado definido pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Após as sustentações orais das defesas e a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação, os ministros começam a votar a partir desta terça-feira (09/Set). As penas para crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito podem superar 30 anos de prisão.
Os réus no processo são:
- Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres – ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto – ex-ministro e candidato a vice-presidente em 2022;
- Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;











