Por Kleber Karpov
A Barragem de Santa Maria, localizada no Parque Nacional de Brasília, voltou a transbordar nesta semana, um evento que não ocorria desde abril de 2022. Conforme divulgado nesta segunda-feira (27/Abr), o transbordamento do reservatório, um dos principais do Distrito Federal, marca um momento positivo para a segurança hídrica da região, resultado da combinação de chuvas e ações de gestão da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).
Fatores para a recuperação do reservatório
O retorno do transbordamento, fenômeno em que o reservatório atinge sua capacidade máxima e o excedente de água ultrapassa o limite, reflete a recuperação consistente do manancial. Este resultado é atribuído tanto à normalização dos volumes de chuva quanto a medidas estruturantes implementadas pela Caesb nos últimos anos.
Entre as ações adotadas pela companhia estão a integração dos sistemas de abastecimento, o aumento da capacidade de produção de água e a implementação de programas para a redução de perdas na rede de distribuição. Tais medidas foram essenciais para preservar o volume do reservatório e conduzi-lo novamente à sua capacidade total.
“Santa Maria funciona como o nosso cofrinho. É uma brincadeira que a gente faz, porque o deixamos bastante cheio. A água do reservatório de Santa Maria é muito clara, muito limpa. Ele está no meio do Parque Nacional, onde não há uso humano no entorno, o que ajuda a preservar o reservatório e aumentar a resiliência do Distrito Federal”, disse o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis.
Capacidade e importância estratégica
A barragem se destaca pela alta qualidade de sua água, uma característica diretamente ligada à sua localização em uma área de preservação ambiental com acesso restrito. A clareza da água é um indicativo da ausência de poluição no entorno do manancial.
Com um volume de aproximadamente 61 bilhões de litros, o equivalente a cerca de 25 mil piscinas olímpicas, o reservatório de Santa Maria é um pilar para a estabilidade do abastecimento no DF. Apesar de seu volume expressivo, sua bacia hidrográfica é menor que a do Descoberto, o que torna seu processo de recuperação naturalmente mais lento e o atual transbordamento um marco significativo.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











