Advogado criminal de Lulinha cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre escândalo do Banco Master

Defesa do filho de Lula afirma que acusações foram esclarecidas ao STF e pede que senador explique relação com empresas ligadas ao Master

Por Kleber Karpov

Guilherme Suguimori Santos, advogado de Fábio Luiz, filho do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como Lulinha, utilizou as redes sociais para rebater as acusações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o cliente. Suguimori afirmou que o filho de Lula prestou todos os esclarecimentos necessários ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que não é um agente político, além de cobrar explicações ao parlamentar sobre as controversas relações do Zero Um, com o Banco Master. A manifestação ocorreu após o pré-candidato a presidência da República publicar nas redes sociais, nesta quinta-feira (23/Jul), um vídeo cobrando investigações sobre uma suposta mesada de R$ 300 mil que Lulinha teria recebido de um operador investigado por fraudes no INSS.

Segundo Santos, Lulinha se colocou à disposição do STF e entregou todas as informações pedidas, até mesmo os dados bancários e fiscais e que a suspeita de uma suposta “mesada” paga com dinheiro desviado do INSS já foi descartada durante as investigações.

“Nós já explicamos isso para o Supremo Tribunal Federal espontaneamente, com esclarecimentos e documentos. É lá que a gente prestou contas e é lá que está sendo demonstrada a inocência do Fábio. Fora do STF, as atividades dele não interessam ao senhor, porque ele não é funcionário público e não é político — ao contrário de todos os filhos do Bolsonaro. “, afirmou Santos.

Especulação

A defesa argumentou ainda que a acusação surgiu apenas de um relato, no qual uma pessoa disse ter ouvido comentários sobre os pagamentos, mas nunca apresentou provas. O advogado acrescentou que a própria Polícia Federal (PF) recomendou cautela na análise da declaração e, após checar movimentações bancárias, saques, depósitos e declarações de Imposto de Renda, não encontrou nenhum repasse para Lulinha.

“O Fábio não é acusado de nada, porque ele nem sequer foi indiciado no inquérito policial. Já inventaram de tudo sobre ele, como Ferrari de ouro, ser dono da JBS e até comprar uma ilha. Isso sempre acontece em período eleitoral e sempre é mentira”, disse Santos.

Pedido de Explicações

Oportunamente, Santos inverteu o ônus das acusações e cobrou de Flávio Bolsonaro, explicações sobre os mais de 60 dias de atraso da explicação prometida pelo senador em relação ao caso do suposto financiamento do Banco Master, em que o Zero Um, após negar ter relações com o e-presidente do Banco, Daniel Vorcaro, foi confrontado com ligações telefônicas em que pedia mais de R$ 130 milhões, para um suposto financiamento do filme Dark Horse, um ficção-documental sobe a história do pai, o ex-presidente, Jair Messias Bolsonaro. E ainda sobre notas fiscais emitidas para investigado no esquema do Master.

“Ofereça seus dados fiscais e bancários, apresente o relatório dos recursos vindos do Banco Master — que é aquele relatório que você prometeu 66 dias atrás —, peça para o seu irmão abrir o sigilo bancário do fundo Rengate, para onde foi a quantia milionária paga pelo Vorcar, e esclareça também porque seu escritório cancelou duas notas para uma empresa ligada ao Master e depois emitiu duas notas para a empresa do mesmo contador.”, sugeriu Santos ao senador.

Contexto da troca de acusações

A resposta do advogado foi divulgada em um vídeo no qual ele afirma que Flávio Bolsonaro “não precisa procurar o Fábio”. A publicação do senador foi feita um dia depois de o portal Metrópoles revelar que o escritório de advocacia de Bolsonaro emitiu três notas fiscais de R$ 500 mil para prestar serviços a empresas supostamente ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.



Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;

 

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