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04 fev 2026 07:56

“Temos uma só missão: retornar às altas coberturas vacinais no nosso país”, defende ministra Nísia Trindade

Celebrado nesta sexta (9), Dia Mundial da Imunização busca conscientizar sobre a importância de manter o calendário vacinal em dia

Por Nathan Victor 

Nesta sexta-feira (9), no Dia Mundial da Imunização, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, convida a população brasileira a atualizar a caderneta de vacinação. A data celebra a importância da vacina que foi a responsável por eliminar doenças como a poliomielite. A união de toda a sociedade pela retomada das altas coberturas vacinais do Brasil é fundamental.

“Hoje é dia de nos unirmos em uma só missão: retornar às altas coberturas vacinais no nosso país. A baixa cobertura nos expõe ao risco da volta de doenças que já foram eliminadas. Não podemos perder o que conquistamos em décadas de campanhas de vacinação, que salvaram e ainda salvam milhares de vidas”, diz a ministra.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, com foco em retomar os altos índices de proteção no Brasil, que sofreram queda nos últimos anos. Entre as prioridades, está o combate à desinformação e notícias falsas que têm o objetivo de afetar a confiança da população na eficácia e segurança dos imunizantes. Reconstruir a confiança da população nas vacinas é essencial para que o Brasil volte a ser referência mundial em imunização.

“A vacina foi um dos grandes ganhos da civilização, permitindo controlar e erradicar muitas doenças. Ela é a forma mais segura e eficaz de proteger nossa população e, em especial, nossas crianças. É hora de reconquistar essa história”, reforça Nísia.

As ações em todo Brasil incluem a vacinação contra a Covid-19 e outros imunizantes do calendário nacional. As vacinas estão disponíveis em todas as unidades de saúde do país.

No caso da imunização contra o coronavírus, até o momento, 21,6 milhões de doses bivalentes foram aplicadas. Ainda assim, é preciso avançar para que haja uma efetiva proteção contra a doença. “As hospitalizações e óbitos pela Covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas”, alerta a ministra Nísia.

Multivacinação

Para combater o risco de reintrodução de doenças já eliminadas no Brasil, como a poliomielite, o Ministério da Saúde antecipou as ações de multivacinação nos estados do Acre e Amazonas, regiões de fronteira com outros países. O objetivo é atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes até 15 anos.

Desde maio, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo uma série de qualificações, com o objetivo de promover a formação de profissionais para a implantação das Atividades de Vacinação de Alta Qualidade e Microplanejamento do programa de rotina e intensificação de campanhas voltadas para os municípios do Amazonas e Acre.

As ações de microplanejamento consistem em diversas atividades com foco na realidade local. Essas iniciativas contribuem para que as metas de vacinação sejam atingidas. Além do ‘Dia D’ de vacinação, estão previstas ações em cidades de fronteiras, ações extramuros, tanto em áreas urbanas como em locais de difícil acesso, entre outros.

A terceira etapa será dividida entre o monitoramento das ações, na avaliação do cumprimento de indicadores de efetividade, homogeneidade, oportunidade e eficiência, fazendo busca oportuna dos não vacinados. A quarta e última etapa consiste na avaliação de todo o processo da vacinação para o alcance das metas.

Brasil sem poliomielite

Desde 1989 não há notificação de caso de pólio no Brasil, mas as coberturas vacinais contra a doença sofreram quedas sucessivas nos últimos anos. Em todo o Brasil, a cobertura ficou em 77,19% no ano passado, longe da meta de 95% para esta vacina. Por isso, a mobilização para retomar as altas coberturas vacinais do país, que já foi referência internacional, é fundamental.

Programa Nacional de Imunizações

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde tem o objetivo de coordenar as ações de imunização que se caracterizavam, à época, pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura. Foi por meio do PNI que o Brasil eliminou doenças como poliomielite, varíola e difteria. Na atual gestão da Pasta, a coordenação nacional do PNI foi retomada e o programa foi ampliado e fortalecido.

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