Por Kleber Karpov
O Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), definiu o voluntariado como tema central da 3ª Conferência Distrital de Unidades de Conservação (CDUC), que acontecerá nos dias 9 e 10 de julho (09 e 10/Jul). Realizado no auditório da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (Adunb), o evento tem como objetivo principal promover o diálogo entre governo, sociedade civil e pesquisadores para fortalecer a gestão das áreas de proteção ambiental no Distrito Federal.
Alinhamento com diretriz da ONU
A escolha do tema para 2026 está alinhada a uma iniciativa global. De acordo com Marcos João Cunha, superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do IBRAM, a decisão foi inspirada na declaração da Organização das Nações Unidas (ONU), que decretou 2026 como o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável.
“A ONU decretou 2026 como o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável e, por esse motivo, o tema da nossa conferência será Voluntariado nas Unidades de Conservação. No ano passado, lançamos uma instrução normativa para regulamentar esse trabalho. Temos uma comissão que já está atuando e deve fazer um levantamento de projetos que podemos oferecer, além de conselhos em unidades de conservação, que também realizam trabalho voluntário. Nossa intenção é reunir todos esses grupos, que já desenvolvem esse tipo de atividade, para discutir a importância do voluntariado e como ele pode contribuir para a gestão das unidades de conservação”, disse Marcos João Cunha.
A importância da participação social
A vice-governadora do DF, Celina Leão (Progressista), destacou o papel do evento como um espaço de integração. “A Conferência Distrital de Unidades de Conservação é um evento integrador do governo, sociedade civil e cientistas. Ela é fundamental para fortalecer a gestão participativa e a proteção do Cerrado no DF”, afirma.
O presidente do IBRAM, Rôney Nemer, também ressaltou a relevância de discutir o voluntariado para as áreas protegidas. Ele argumenta que a prática aproxima a sociedade do meio ambiente e pode suprir lacunas na administração pública, além de criar um sentimento de pertencimento nos cidadãos.
“Debater o voluntariado nas unidades de conservação é fundamental para fortalecer a gestão dessas áreas protegidas, conectar a sociedade ao meio ambiente e promover a sustentabilidade socioambiental. O voluntariado preenche, muitas vezes, lacunas na gestão, envolvendo o cidadão no cuidado de um espaço ecológico que é dele, no sentido de existir para seu usufruto e para garantir qualidade de vida. Cria o sentimento de pertencimento da sociedade em relação às unidades de conservação”, afirmou Nemer.
Objetivos e público do evento
A relevância do tema no Brasil é expressa em números. Vanessa Sousa de Oliveira, coordenadora da comissão organizadora da conferência, citou dados da Pesquisa Voluntariado Brasil 2021, que aponta que 56% da população adulta do país já realizou alguma atividade voluntária. “O número de voluntários ativos também é expressivo: são cerca de 57 milhões de brasileiros comprometidos com atividades voluntárias voltadas à promoção do bem-estar social”, acrescentou.
A conferência, realizada anualmente desde 2024, visa consolidar um espaço permanente de diálogo. Entre seus objetivos estão a discussão de temas como governança territorial, mudanças climáticas e visitação qualificada, além de fortalecer a cooperação entre os diversos atores do setor socioambiental.
O público-alvo inclui estudantes, gestores públicos, pesquisadores, professores, ambientalistas e a sociedade civil interessada no tema. As edições anteriores registraram um número crescente de participantes, com 306 inscritos em 2024 e 313 no ano passado.
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