Por Kleber Karpov
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF) publicaram, no sábado (02/Mai), notas Oficial e de Repúdio, respectivamente, em que repudiam o caso de agressões, física e verbais, contra uma técnica em enfermagem praticada por Magno Malta, segundo Boletim de Ocorrência (BO) registrado pela profissional de Saúde na Polícia Civil do DF (PCDF), contra o senador Magno Malta (PL/ES), durante atendimento na clínica DF Star (30/Abr). As instituições defendem a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes e se solidarizam com a vítima, reafirmando que nenhum trabalhador da saúde pode ser submetido a violência no exercício das funções.
Confira a nota do Cofen na íntegra:
Nota Oficial
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) manifesta repúdio a qualquer ato de violência contra profissionais de Enfermagem e acompanha com preocupação o caso envolvendo agressão a uma profissional durante atendimento ao senador Magno Malta, conforme noticiado pela imprensa.
O Cofen defende a rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes e se solidariza com a profissional de Enfermagem, reafirmando que nenhum trabalhador da saúde pode ser submetido a situações de violência no exercício de suas funções.
O Conselho informa que sua assessoria jurídica está à disposição da profissional para o que se fizer necessário. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) acompanha o caso e adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas competências.
O Cofen reitera seu compromisso na defesa da dignidade, do respeito e da segurança dos profissionais de Enfermagem em todo o país.
Confira a nota do Sindate-DF:

Coren-DF repudia agressão
Além das duas instituições, o Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren-DF) havia se manifestado no sábado (2/Mai), com a repercussão do caso pela imprensa. O Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren-DF), repudiou a ação atribuída a Malta (Veja aqui), ao afirmar que “A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei.”. O Coren-DF
“Independentemente de quem pratique a agressão, atitudes dessa natureza exigem apuração rigorosa e responsabilização. O ambiente de trabalho deve garantir condições seguras para o exercício profissional, sem ameaças à integridade física e emocional das equipes.”, afirmou o Conselho ao observar que acompanha o caso e se colocar a disposição.
Confira a nota na íntegra:

Jorge Vianna condena agressões e críticas à vítima
Para além das instituições, o deputado distrital, Jorge Vianna (Democrata) também repercutiu o caso, no sábado (2/Mai), ao condenar a ação do Senador. “É revoltante que alguém que deveria ser um exemplo para a sociedade cometa um ato tão covarde e desrespeitoso”, disse ao resgatar a justificativa de Malta em relação ao episódio. “Então ele alega que ficou alterado né porque tava doendo demais? Criança suporta, qualquer pessoa suporta. Não estou dizendo que tem que acontecer, mas se aconteceu, o cara ficou ‘putinho’ porque tá doendo demais e lhe deu o direito de fazer isso com a menina? Aí ele vem dizendo agora, fez o vídeo dizendo o seguinte: ‘Não eu não fiz isso é fake news'”, disse Vianna.
O deputado também chamou atenção das mulheres, técnicas em Enfermagem que se manifestaram nas redes sociais, em relação ao caso, para defender o agressor e tentar ‘condenar’ a vítima. “Eu postei um vídeo aí no feed, falando da agressão do senador Magno Malta, e por incrível que pareça, tem mulheres defendendo ele, sabe? Assim… Eu não estou entendendo, porque, se a menina foi na delegacia prestar uma ocorrência contra um senador da República. Uai, ela estava sem fazer nada e falou assim: ‘– Ah não, vou ali na delegacia denunciar um senador’. Está maluco? Se ela foi é porque algo aconteceu,”.
Fake News e BO
Desde o início da repercussão do caso, Malta rebateu a denúncia da técnica em Enfermagem, sob alegação que a profissional de saúde fez “falsa comunicação de crime” para tentar justificar um “erro técnico”, alegação essa que pode cair por terra, a depender das imagens gravadas na sala onde foi realizado o procedimento, de eventual exame de Corpo de Delito que se espera que a PCDF tenha encaminhado para realização no Instituto Médico Legal (IML), além dos depoimentos, uma vez que há menção da existência de testemunha ocular do caso. Para sustentar a versão de “falsa comunicação de crime”, ao sair do hospital, Malta realizou, também, o registro de um BO contra a profissional de Enfermagem.
Apoio à profissional e apuração
A direção do hospital, por meio de nota, informou que apura o caso, além de estar a dar todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. “O Hospital DF Star informa que iniciou uma apuração administrativa sobre o fato ocorrido na noite de quinta-feira e que vem dando todo o suporte a colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio”, diz a nota.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.









