Por Kleber Karpov
Em março de 2026, a defasagem nos limites de faturamento do Simples Nacional tem ampliado a pressão sobre os pequenos lojistas em São Paulo. O Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP) acompanha a discussão e defende a atualização do regime como uma medida essencial para a sustentabilidade do setor, que enfrenta o risco de desenquadramento forçado por reajustes inflacionários, e não por crescimento real dos negócios.
Defasagem no varejo
As micro e pequenas empresas desempenham um papel central na economia brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que esses negócios representam a maior parte das empresas ativas no país e são responsáveis por uma parcela significativa da geração de empregos. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) corrobora essa informação, mostrando que o segmento continua sendo um dos principais motores na abertura de vagas formais, especialmente no comércio.
Apesar de sua relevância, os limites de faturamento do Simples Nacional permanecem praticamente inalterados há anos, ignorando a inflação acumulada. Como consequência, de acordo com o presidente do Sindilojas-SP, Aldo Nuñez Macri, muitos lojistas acabam desenquadrados do regime não por um crescimento real, mas por reajustes de preços necessários para recompor custos operacionais. Para Macri, esse movimento penaliza o pequeno empresário e compromete a dinâmica do varejo em São Paulo, onde os custos fixos são mais elevados.
“Hoje, muitos lojistas são penalizados por um crescimento que não reflete aumento real de ganho, mas sim a reposição inflacionária. A atualização do Simples Nacional é fundamental para manter esses negócios ativos, competitivos e gerando empregos”, afirma Macri.
Ameaças à competitividade
A entidade destaca que o aumento da carga tributária, somado a um cenário de crédito mais caro e custos operacionais elevados, reduz a capacidade de investimento e limita a expansão dos negócios. Dados do Banco Central indicam que as taxas de juros seguem em patamares elevados, pressionando ainda mais o capital de giro das empresas. O Sindilojas-SP avalia também que a falta de atualização do regime pode estimular a informalidade e dificultar a manutenção de postos de trabalho, afetando diretamente a economia local.
Diante desse cenário, a entidade tem se posicionado favoravelmente à revisão das faixas do Simples Nacional. A defesa é para que a atualização considere a inflação acumulada dos últimos anos e a realidade dos pequenos negócios, a fim de criar um ambiente mais equilibrado para o setor. “O pequeno varejista precisa de um ambiente mais equilibrado para continuar operando, investindo e empregando. A atualização do Simples é uma medida necessária para garantir essa sustentabilidade”, reforça Macri.
O Sindilojas-SP segue acompanhando as discussões sobre o tema no Congresso Nacional e atuando como representante do comércio paulistano, defendendo medidas que favoreçam tanto os empresários quanto a manutenção dos empregos no setor.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











