Por Kleber Karpov
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) avança com a construção de duas novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Guará e em Águas Claras. As obras, parte de um plano de expansão da rede pública, estão em fase adiantada e visam ampliar a capacidade de atendimento, reorganizar o fluxo de pacientes na rede e reduzir a demanda sobre os hospitais com a futura adição de 65 leitos em cada unidade.
A UPA do Guará já atingiu 90% da sua estrutura predial executada. No local, equipes trabalham nas etapas de alvenaria e nas instalações hidráulicas e elétricas, além da concretagem dos pisos. Segundo a engenheira responsável, Gisele Dias, o cronograma segue o planejamento e “as próximas etapas incluem a continuidade desses serviços e, depois, a urbanização externa”.
Em Águas Claras, a unidade está com aproximadamente 80% da estrutura concluída. Os serviços em andamento são similares, focados em alvenaria e instalações. “Atualmente, estamos executando a concretagem dos pisos e a passagem das instalações hidráulicas e elétricas”, afirmou o engenheiro responsável pela obra, João Pereira.
Menos deslocamento
Cada nova unidade contará com 65 leitos, buscando ampliar o acesso à saúde pública e diminuir a necessidade de deslocamento da população para regiões mais distantes. O objetivo é ajudar a reorganizar o fluxo de pacientes na rede e aliviar a sobrecarga nos hospitais.
De acordo com o gerente de Obras e Fiscalização do IgesDF, Matheus Martins, a iniciativa possui um benefício estratégico.
“Muitas vezes, o paciente procura um hospital por não ter uma unidade de pronto atendimento mais próxima. Com as novas UPAs, serão mais leitos e atendimento especializado, o que contribui para diminuir o tempo de espera e melhorar o fluxo assistencial”, disse Matheus Martins.
A localização das unidades foi definida de forma estratégica para o acesso. A UPA de Águas Claras, por exemplo, está situada a menos de 700 metros de uma estação de metrô, facilitando a chegada de pacientes de diferentes regiões administrativas.
Fiscalização

O andamento das construções é acompanhado pela equipe técnica do instituto, que realiza visitas frequentes e medições mensais para verificar a execução dos serviços. O superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF afirmou que a medida garante controle sobre a aplicação dos recursos públicos.
“Nada é pago sem que a equipe técnica confirme que o serviço foi executado corretamente. Nosso trabalho é acompanhar cada etapa para assegurar que as unidades sejam entregues com qualidade e dentro do prazo”, pontuou o superintendente.
As novas UPAs contarão com estruturas modernas, incluindo sistemas de climatização, geradores de energia e usinas fotovoltaicas. A tecnologia visa reduzir o consumo de energia elétrica e garantir mais segurança operacional.
Expansão da rede de urgência
Além das 13 unidades já existentes, outras sete estão em construção. Cada uma terá 65 leitos, sendo 33 para adultos e 32 pediátricos, com o objetivo de ampliar o acesso aos serviços de urgência e emergência.
O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, avalia que a conclusão das obras trará mais agilidade ao atendimento. “As novas UPAs significam mais estrutura, agilidade e qualidade no atendimento aos pacientes do Distrito Federal”, disse. Para ele, o investimento se traduz em maior acesso para a população: “Nosso foco é garantir que cada investimento feito se traduza em mais cuidado e acesso para quem precisa”.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











