Apesar da terceira maior delegação paraolímpica, Brasília desrespeita as pessoas com deficiência

Assim como aconteceu com o fogo olímpico, Brasília recebe nesta quinta-feira (1) a chama dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016. A Tocha Paraolímpica será conduzida por um total de 103 pessoas. Durante o revezamento pela capital, a chama passará pelo Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, Parque das Garças, Rede Sarah do Lago Norte, Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência (Icep), Setor de Indústria e Abastecimento, Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe) e o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV).

Brasília terá 21 atletas na Para Rio 2016. É a terceira maior delegação, só perdendo para Rio de Janeiro e São Paulo. Mas como pode a cidade ter tantos atletas paraolímpicos, e ser, de certa forma, uma referência com vários medalhistas e não ter respeito pelas pessoas com deficiência?

A capital do Brasil (e de todos os brasileiros) é uma cidade que conta com mais de 50 mil cadeirantes e a acessibilidade é quase nenhuma. Os cadeirantes reclamam da falta de rampas ou das mesmas serem mal feitas, da acessibilidade aos prédios públicos ou pontos turísticos, do transporte público e da disputa de espaço com os carros nas ruas.

É por falta de acessibilidade que Brasília também perde muito no turismo. Visitantes que chegam à cidade reclamam da infraestrutura precária. A cidade custa a entrar no circuito de destino turístico tanto das pessoas com deficiência, quanto nos grupos da 3ª idade exatamente pelo total desrespeito a esses públicos.

O fato é que os direitos das pessoas com deficiência no papel é lindo e há, inclusive, um discurso integrado entre veículos de comunicação e Estado, mas as mudanças concretas que poderiam efetivar a cidadania estão acontecendo a passos de tartaruga.

Fonte: É Papo Firme

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