Congresso se ilumina de azul pelo Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia

A síndrome acomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais

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Congresso estará azul na quinta e sexta-feira
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O prédio do Congresso fica iluminado de azul nesta quinta (12) e sexta-feira (13) como parte das ações pelo Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia. A data, 12 de maio, foi instituída pela Lei 14.233/21, e tem como objetivo dar visibilidade ao tema, fomentando debate, proposição de políticas, disseminação de informações e maior conscientização da sociedade, visando a melhoria de qualidade de vida das pessoas com essa condição e de suas famílias.

A fibromialgia não é uma doença, mas um conjunto de sintomas associados e desenvolvidos a partir de determinadas enfermidades. Trata-se de uma síndrome crônica, não inflamatória, de causas ainda não esclarecidas, que tem como característica dores musculoesqueléticas, ou seja, dores nas articulações, ossos, músculos, ligamentos e tendões, fadiga, dores de cabeça e distúrbios do sono. Também está ligada à depressão e à ansiedade.

A síndrome acomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais, e as mulheres são de cinco a nove vezes mais afetadas que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos.

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Diagnóstico e tratamento
Visto que a síndrome não é detectável por exames laboratoriais ou de imagem, o diagnóstico é feito por exclusão de outras doenças com quadro semelhante. De acordo com especialistas, é importante diagnosticar e saber lidar com a síndrome de maneira funcional, a fim de permitir que o indivíduo leve uma vida normal dentro de suas limitações.

O tratamento é multiprofissional, envolvendo o uso de analgésicos e anti-inflamatórios associados a antidepressivos, além de atividade física regular, acompanhamento psicológico e emocional e até massagens e acupuntura.

De acordo com o Ministério da Saúde, o não reconhecimento pleno da fibromialgia, inclusive para obtenção de licença médica, pode afetar o equilíbrio psicológico dos fibromiálgicos, já sobrecarregados por terem de lidar com uma síndrome incurável que prejudica consideravelmente sua qualidade de vida e desempenho profissional.

FONTEAgência Câmara de Notícias
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