Número de casos no DF despencam, com ações contínuas de combate à dengue

Secretaria de Saúde reforça necessidade de manter cuidados, mesmo que no período de seca, no combate ao mosquito Aedes aegypti

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Por Kleber Karpov

Em 2021, até a semana epidemiológica 20, que terminou em 22 de maio, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) notificou uma queda acentuada do número de casos prováveis de dengue no Distrito Federal. Segundo a SES-DF, foram registrados 7.058 casos prováveis de dengue, número esse, segundo a pasta, 79% inferior, se comparado ao mesmo período de 2020, com 35.080 registros.

Para a SES-DF, o sucesso das ações contra as arboviroses – doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya e febre amarela – se dá pela ação conjunta, das vigilâncias Ambiental e Epidemiológica. Além da atuação em conjunto, de diversos órgãos do GDF, meio da Sala Distrital, composta ainda por representantes de vários setores da sociedade.

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Ações de combate a dengue

Ações contínuas de combate à dengue no DF reduzem o número de casos. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Segundo o diretor da Vigilância Ambiental da SES-DF, José Carlos Natal, diversas ações específicas são tomadas no de combate ao mosquito da dengue. Entre essas, o tratamento focal com inseticidas e larvicidas, bloqueio focal, aplicação de inseticidas em territórios específicos e visitas domiciliares.

“Orientações quanto ao manejo de inservíveis, objetos que não servem mais e podem ser reservatórios de água parada, ou seja, lixo que serve como criadouro de mosquitos. E educação permanente da população em geral, necessariamente devem ser priorizadas em acordo com o fundamento epidemiológico e com as necessidades do público-alvo, levando em consideração a tríade de caracterização epidemiológica: pessoa, tempo e lugar”, explica Natal.

O diretor da Vigilância Ambiental ressalta que, embora haja campanhas com calendários específicos de prevenção e combate as arboviroses “todo dia é dia D” visto que os surtos epidêmicos ocorrem de maneira sazonal com periodicidade, que dá à Vigilância Ambiental alguma capacidade de previsão.

Natal salienta que ações periódicas são de extrema importância e necessidade, pois requerem atenção permanente à dengue. “Apesar do número de casos caírem na época da seca, as ações de prevenção devem ser continuadas”.

Sala Distrital

As ações contra a dengue envolvem as secretarias das Cidades, da Agricultura, da Educação, da Comunicação, da Casa Civil, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), DF Legal, Novacap, Caesb, Corpo de Bombeiros Militar, Emater, Ibram, administrações regionais, entre outros.

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