Justiça condena mais dois envolvidos na morte da ex-diretora do HRT

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A 1ª Vara Criminal de Taguatinga condenou, no dia 7/10, mais dois envolvidos na morte da ex-diretora do Hospital Regional de Taguatinga, a médica Gabriela Rabelo Miquelino Cunha. Samuel Pereira de Araújo foi condenado a 21 anos de reclusão e Wallace Gonçalves da Silva a seis anos, dois meses e 20 dias. Ambos os réus irão cumprir a pena inicialmente em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.

Samuel restou condenado pelos crimes de latrocínio e de ocultação de cadáver (art. 157, §3º, 2ª parte e art. 211, “caput”, ambos do Código Penal) e Wallace pelo crime de roubo (art. 157, §2º, inciso II c/c art. 29, §2º, ambos do Código Penal), os quais foram imputados a eles na peça acusatória.

De acordo com os autos, no dia 24 de outubro de 2018, entre o período da manhã e o início da tarde, no Distrito Federal, o réu Samuel, de forma livre e consciente, em comunhão de esforços e unidade de desígnios com Rafael Henrique Dutra da Silva, mediante emprego de violência física contra a vítima Gabriela, que resultou na morte dela, subtraiu, para ambos, uma bolsa contendo objetos de uso pessoal, R$ 100,00 em espécie, um aparelho de telefone celular, cartões de crédito e de débito e o veículo Hyundai/Creta, tudo de propriedade da vítima, e, ainda, nas mesmas circunstâncias indicadas, após matar a vítima para subtrair seus pertences, ocultou o cadáver dela às margens do Parque Nacional de Brasília, em local ermo, somente localizado após Rafael, requerido, informar onde havia escondido o corpo de Gabriela.

Narra, também, os autos que no dia 24 de outubro de 2018, às 15h20, no interior da Agência do BRB da 513 Norte, o réu Samuel, de forma consciente e voluntária, em comunhão de esforços e unidade de desígnios com Rafael, subtraiu, para ambos, mediante fraude e abuso de confiança, a quantia de R$ 5 mil de propriedade do espólio da vítima.

Por fim, a peça acusatória descreve que em dias do mês de outubro de 2018, em Planaltina/DF, e no dia 24 de outubro de 2018, em Sobradinho/DF, o réu Wallace, de forma consciente e voluntária, auxiliou materialmente as pessoas de Rafael e Samuel a subtrair, mediante violência física e grave ameaça, o veículo Hyundai/Creta, de propriedade da vítima Gabriela.

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Em síntese, de acordo com o juiz, Samuel aderiu à conduta de Rafael em matar a vítima Gabriela em troca de uma recompensa em dinheiro, e a motivação do crime foi a de se apropriar dos bens da vítima; enquanto Wallace ajudou os dois a planejar e a executar o crime de roubo do veículo, sem que tivesse desejado aderir à conduta deles que se desviou para o delito de latrocínio.

Em junho de 2019, Rafael Henrique Dutra da Silva foi condenado por latrocínio e ocultação de cadáver. A pena dele foi fixada em 31 anos e 6 meses de reclusão.

Processo: 2019.07.1.001192-6

Fonte: TJDFT