Sede da DIVAL em Taguatinga é interditada após inspeção constatar péssimas condições de trabalho

Setor é responsável por preparar o produto químico utilizado no “fumacê” contra a Dengue no Distrito Federal

O Ministério Público do Trabalho (MPT), representado pela procuradora Renata Coelho, realizou, em conjunto com o auditor fiscal do Trabalho Almir Chaves e com o agente de segurança do MPT, Juniel Braga, diligência na Diretoria de Vigilância Ambiental do Distrito Federal (DIVAL) em Taguatinga.

O objetivo da inspeção era verificar as condições de trabalho a que são submetidos os profissionais responsáveis pelo combate à dengue no Distrito Federal. No local, é preparado o produto químico utilizado pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e outras doenças.

A procuradora Renata Coelho, em seu relatório, indica que “o prédio está em péssimo estado”. Ela aponta que as instalações sanitárias são ruins, as condições de armazenamento inadequadas e não há treinamento para a equipe que manuseia o veneno.

Desde fevereiro de 2018, quando foi encerrado o contrato com empresa terceirizada, o local é utilizado para armazenar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) contaminados para descarte. O lixo, que deveria ser incinerado, acumula-se em bombonas de acesso livre a todos os trabalhadores que laboram na DIVAL.

Os servidores saem para aplicação nos carros, em grupos de 3 ou 4 pessoas. Os equipamentos com o veneno ficam na carroceria do veículo, junto com EPIs usados e contaminados, no meio dos próprios trabalhadores. Em depoimento, um dos servidores afirmou que “às vezes, quando venta, o veneno vem pra cima do veículo e do aplicador”.

Os EPIs fornecidos também não são suficientes. As luvas nitrílicas são reutilizadas e não há higienização específica. A mesma situação é observada para as máscaras. Não há fornecimento de calçado e o processo de compra de novos EPIs não foi finalizado.

Apesar de os riscos, os servidores não recebem adicional de periculosidade, nem de insalubridade.

Diante da situação encontrada, o auditor fiscal do Trabalho promoveu a interdição do local, apontando, em seu Termo, nove irregularidades a serem sanadas.

A procuradora Renata Coelho encaminhou a cópia de seu Relatório, bem como do Relatório de Interdição para a Secretaria de Estado de Saúde, cobrando a resposta em 48 horas sobre quais medidas serão tomadas para adequação emergencial das condições de saúde e segurança.

Fonte: MPT-DF

CNH vencida entre junho e setembro tem validade extra até dezembro

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou, excepcionalmente, a...

População do Itapoã recebe UBS 5 para atendimentos médicos

Por Kleber Karpov A Secretaria de Estado de Saúde do...

Eleições do Sistema Cofen/Conselhos Regionais têm 89 chapas deferidas

Por Kleber Karpov O Sistema Cofen/Conselhos Regionais deferiu 89 chapas...

Conselho Superior do MPF deve analisar mensagens de Vorcaro sobre Paulo Gonet

Por Kleber Karpov O Conselho Superior do Ministério Público Federal...

Destaques

CIL Online amplia atendimento em Libras no DF com meta de 400 intermediações mensais

Por Kleber Karpov O Governo do Distrito Federal mantém o...

CNH vencida entre junho e setembro tem validade extra até dezembro

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou, excepcionalmente, a...

Celina Leão troca ofensas por fatos para rebater postura de Lula ao se manifestar sobre escândalo do BRB

Por Kleber Karpov Na mesma Região Administrativa (RA), em que...

População do Itapoã recebe UBS 5 para atendimentos médicos

Por Kleber Karpov A Secretaria de Estado de Saúde do...