SOS DF se aproxima das 20 mil cirurgias realizadas

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Desse total, 7,6 mil foram intervenções eletivas

Por Fábio Magalhães, Alline Martins e Leandro Cipriano

Pacientes que aguardam por cirurgias na rede pública de saúde estão sendo contemplados, gradativamente, com a realização dos procedimentos. Por meio da força-tarefa criada pelo governo do Distrito Federal, a rede, abastecida de insumos e com mais horas de profissionais disponíveis, conseguiu atingir o quantitativo de 19.129 intervenções, o que equivale a pouco mais de 170 procedimentos por dia.

“Estarmos, hoje, com quase 20 mil cirurgias, é o resultado de uma ação que iniciamos ainda em janeiro. E, logicamente, nossa gestão está focada em melhorar mais as estruturas para que possamos ofertar mais cirurgias para a população do Distrito Federal”, destacou o Secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

O levantamento feito pela pasta refere-se a 111 dias de governo, completados no último dia 21 de abril. Ele leva em consideração a produção de 14, dos 17 hospitais da rede. Os três que ficaram de fora desta compilação (Guará, São Vicente de Paulo e Apoio) não fazem cirurgias.

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Entre as unidades, o Hospital de Base foi o que mais realizou cirurgias no período. Por lá, foram 3.146 procedimentos, seguido do Hospital Regional de Sobradinho, com 2.201 intervenções, e o de Taguatinga, com 1.802.

“Para fazermos essas cirurgias fomos atrás dos mapas cirúrgicos e verificamos que apenas as de emergência eram realizadas. Reorganizamos os mapas para que os pacientes das cirurgias eletivas pudessem ser atendidos. Organizamos a estrutura física e de profissionais. Demos insumos e leitos de retaguarda, tudo isso com o objetivo de disponibilizar mais cirurgias para o DF”, explicou Okumoto.

Aprimoramento de gestão

Conforme detalhamento do titular da pasta, a gestão empregada na Secretaria de Saúde foi o diferencial que resultou na realização das cirurgias. Das 19 mil realizadas pelo SOS DF Saúde, 7.673 são eletivas. Essa classificação, no entanto, não contabiliza os procedimentos do Hospital da Criança e do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.

Um dos beneficiados, o vigilante Antônio Francisco da Silva comemorou o pouco tempo que precisou esperar para retirar uma hérnia umbilical. “Senti um caroço perto do umbigo. Fiz uma consulta e o médico me encaminhou para a cirurgia. Tudo isso não demorou nem três meses”, conta ele, já esperando a alta médica do Hospital Regional da Asa Norte, um dia após o procedimento.

Quem também está feliz da vida é o aposentado Gonçalo Soares Medeiros. Em menos de um mês, fez os exames necessários e já retirou a bolsa de colostomia. “Aqui, estou me sentindo no primeiro mundo. Um excelente atendimento. Não tenho do que reclamar”, diz ele, acompanhado da esposa, Francisca Torres Medeiros, que também elogiou a rapidez do procedimento.

Fonte: Agência Saúde