Paulo Chagas lembra tragédia em Mariana(MG) e condena exploração na venda de combustível por oportunistas

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Pré-candidato ao GDF, Paulo Chagas chamou de “abutres do caos”, oportunistas que dobraram preço de gasolina com o desabastecimento de postos de combustíveis

Por Kleber Karpov

Na quinta-feira (24/Mai), o outsider, general Paulo Chagas (PRP), pré-candidato ao GDF, publicou na rede social Facebook, em nota em que aborda “a greve, a falta de escrúpulos e o governo”. Nela Paulo Chagas criticou o comportamento de oportunistas por se aproveitarem da falta de combustível para reajustar, de forma exorbitante, o custo da gasolina.

Desastre de Mariana – Foto: Alexandre Nascimento/G1

O general, resgatou a tragédia com o rompimento da barragem da mineradora Samarco que, diante da contaminação dos rios que abasteciam cidades deixou os moradores de cidades mineiras, a exemplo de Mariana e Governador Valares, impactadas diretamente pelo desastre ambiental.

À época, oportunistas reajustaram, em até 150%, o valor de comercialização do galão de 20l de água mineral ao venderem ao preço de R$20, quando o custo de mercado era de aproximadamente R$ 8.

Reajuste em posto de gasolina em Águas Claras – Foto: Reprodução da Internet

Ação essa refletida, na atualidade, com a greve dos caminhoneiros e condenada por Paulo Chagas que classificou de “abutres do caos”, donos de postos e demais oportunistas ao se  aproveitarem do desabastecimento de postos de combustíveis em alguns estados brasileiros para reajustar o preço do litro da gasolina.

A crítica de Paulo Chagas pode ser percebida em vários estados brasileiros onde o custo do litro de gasolina, variado entre  R$ 4,2 a R$ 5 saltou para cerca de R$ 10. Isso sem levar em consideração o ‘mercado paralelo’ em que há registros de comercialização ao valor de R$ 20/L em anúncio em rede social na internet. Esse último caso, abordado em reportagem da Rádio CBN (24/Mai), após anúncio em uma rede social.

Confira a nota de Paulo Chagas

A greve, a falta de escrúpulos e o governo.
Caros amigos
O comportamento do mercado é regido, basicamente, por leis naturais, como custo, oferta e procura.
Qualquer interferência nesse processo gera distorções que, em última análise resultam em prejuízo para quem oferece ou para quem precisa.
Há alguns anos, o Brasil assistiu ao desastre do rompimento de uma barragem, em Mariana (MG), e a contaminação de grande parte das fontes de abastecimento de água para a população atingida pelo desastre.
A dificuldade na “oferta” em contraposição à “necessidade” da população provocou um “natural” e regulador aumento do preço da água.
Aproveitadores, por outro lado, enxergaram na situação uma oportunidade para lucrar além dos limites naturais do mercado e da honestidade de propósitos exigida pela vulnerabilidade dos atingidos e manipularam a reação natural, introduzindo na pauta da crise o crime de abuso.
Estamos a ver, agora, uma nova crise de abastecimento – desta vez generalizada – a partir de uma justa greve de caminhoneiros que se espalha por todo o País.
O primeiro item a sentir as consequências foi o combustível e, mais uma vez, os abutres do caos deram os ares da sua insensibilidade. Houve postos que chegaram a dobrar o preço da gasolina.
Somam-se a eles os canalhas de sempre e outros incendiários que, repudiados ou não pelos manifestantes, nele tomam carona para desestabilizar ainda mais o País.
O grande desafio dos governantes reside, portanto, em encontrar a solução ótima que concilie os anseios de todas as partes justa e honestamente envolvidas, protegendo a negociação e a população dos interesses escusos dos demagogos e dos oportunistas de quaisquer matizes.
Gen Bda Paulo Chagas