“Não vou vender minha alma ao diabo”, afirma Jofran Frejat, sobre possíveis negociações de secretarias no Executivo

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Para pré-candidato ao GDF, resistência à pré-candidatura se deve a resistência à determinadas negociações

Por Kleber Karpov

Em um grupo do aplicativo Whatsapp, um cidadão, reagiu a uma matéria publicada pelo blog Tudo Ok Notícias, sobre apontamento em pesquisa de possível vitória do pré-candidato ao GDF, Jofran Frejat, contra adversários a exemplo do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB) e de José Arruda (PR).

No Whatsapp, o cidadão se mostrou preocupado com possíveis alianças costuradas pelo postulante à cadeira do Buriti, uma vez que poderia estar em jogo, negociações de pastas estratégicas, por onde circula os ‘grandes volumes de dinheiro’ do GDF.

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“Jofran Frejat até poderia ser uma opção para liderar o Governo do Distrito Federal, porém aliando-se a grupos e caciques da velha política, faz cair por terra sua afirmação que ‘o Buriti não será um balcão de negócios’. Essa turma não brinca em serviço e, certamente o vice será o maior risco para a gestão, caso assuma, ou seja, tiro no escuro.”, disse ao frisar que, Frejat terá dificuldades em escolher o secretário de saúde e das secretarias, pastas “que mais movimentam dinheiro” do GDF.

Em descanso, no feriado de Páscoa, Frejat conversou com Política Distrital (PD), conversou sobre o assunto com Frejat que foi ‘rápido no gatilho’ ao se contrapor a tal preocupação. “A resistência ao meu nome parte, exatamente, daqueles que dizem que sou incontrolável. Será que as pessoas não percebem que se eu não maculei a minha até hoje, iria fazê-lo agora? Não vou vender a minha alma ao diabo.”, disparou.

Recorrente

Aliás, esse é um assunto recorrente no que tange à pré-candidatura de Frejat ao GDF. Em 15 de março, em uma entrevista ao jornalista Fred Lima (Veja aqui), o postulante ao Buriti foi questionado sobre reclamações do grupo da direita em relação a negociações e a resposta chamou de equívoco realizar tais práticas.

“Sei que algumas pessoas dizem que sou duro e incontrolável. Fui secretário de Saúde exatamente pelo fato de ser rígido e não abrir mão de certos princípios. Na época, muitos me criticaram, mas o meu compromisso era com o povo. Se for escolhido para gerenciar um governo, não posso abrir mão dos meus ideais. Se começasse a negociar, transformando o governo em um balcão de negócios, com certeza estaria cometendo um grande equívoco. Todos aqueles que fazem isso acabam se dando mal. Está aí o exemplo no país inteiro, de políticos que transformaram o estado em balcão e deu no que deu.”, disse.

Atualização: 30/3/18 às 19h20 para inclusão de imagem