Secretaria oferece prevenção e tratamento a 14 mil pessoas com HIV/Aids no DF

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Teste rápido, distribuição de preservativos e nove centros especializados garantem acesso

Por  Alline Martins

Nove unidades especializadas, 23 mil testes rápidos por mês, pouco mais de um milhão de preservativos e gel lubrificante distribuídos mensalmente e quase 14 mil pessoas recebendo antirretrovirais. Em resumo, essa é a cobertura oferecida pela Secretaria de Saúde a pacientes com HIV/Aids no Distrito Federal, com reforço das unidades básicas de saúde.

“O papel da secretaria é a prevenção, oferecer diagnóstico e garantir o tratamento adequado. Mas não é a única responsável pelas estratégias para reduzir a vulnerabilidade. Precisamos fortalecer parcerias, principalmente, com a sociedade civil”, explica o gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde, Sérgio d’Ávila.

Qualquer pessoa pode fazer o teste rápido para detectar o HIV. Ele está disponível em todas as unidades básicas de saúde, nos centros especializados e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Rodoviária do Plano Piloto. “É só chegar e pedir uma solicitação para fazer o exame, cujo resultado sai em até 20 minutos”, explica d’Ávila.

Em caso de diagnóstico positivo, o paciente é encaminhado para o serviço especializado, onde recebe todas as orientações e tratamento para a doença. A unidade da rede que mais recebe pacientes é o Hospital Dia, que neste ano absorveu a demanda do Guará. Segundo o gerente da unidade, Abílio Fagundes, no local chegam, mensalmente, cerca de 50 novos casos suspeitos para consulta com infectologista.

Nas unidades especializadas, além de infectologistas, as equipes contam com enfermeiro, auxiliar de enfermagem, psicólogo, assistente social, nutricionista e farmacêutico.

Prevenção

As unidades básicas de saúde são forte aliadas no quesito prevenção. Todas elas precisam ter, em local visível e de fácil acesso, preservativos masculinos e femininos, além de gel lubrificante para que qualquer pessoa chegue e retire o seu, sem constrangimento. “O preservativo ainda é a maneira mais segura e eficaz de se proteger do HIV”, frisa Sérgio d’Ávila.

Todo esse material é distribuído aos estados pelo Ministério da Saúde, assim como os testes rápidos e os antirretrovirais, de acordo com a demanda de cada localidade.

Mudanças

A Secretaria de Saúde está trabalhando em mudanças para melhorar ainda mais a rede de atendimento a pessoas com HIV/Aids no DF. Em processo de pactuação, em breve a Região de Saúde Centro-norte, que engloba Asa Norte, Cruzeiro e Lago Norte, terá como referência um serviço único no Hospital Universitário de Brasília (HUB), com a integração de equipes de forma multidisciplinar.

“Sobradinho está elaborando o plano de recuperação do seu serviço. E no Gama, passamos o atendimento da UBS 5 para a policlínica localizada no Hospital Regional do Gama”, explica a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Martha Gonçalves.

Dia mundial

Nesta sexta-feira (1º) é celebrado o Dia Mundial de Combate a Aids. A função da data, lembrada no Brasil desde 1988, é alertar a sociedade sobre a doença, bem como as formas de prevenção e tratamento.

Rede de atendimento
1. Ambulatório de Especialidades do Hospital Regional de Ceilândia (QNM 17)
2. Centro de Saúde 1 de Planaltina (entre as vias WL4 e NS1)
3. Centro de Saúde 1 de Sobradinho (Quadra 14)
4. Policlínica do Hospital Regional do Gama (Quadra 38)
5. Hospital Universitário de Brasília (604/605 Norte)
6. Hospital Dia (508/509 Sul)
7. Policlínica de Taguatinga (C 12 Taguatinga Centro)
8. Ambulatório de HIV/Aids de Samambaia (QS 614)
9. Ambulatório de HIV Aids do Hospital da Região Leste (Quadra 2)

Fonte: Agência Saúde DF

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